O Bitcoin mostra queda hoje, no meio da semana (10), alcançando US$ 61 mil novamente, à medida que o mercado fica tenso após os Estados Unidos atacarem o Irã em resposta à queda de um helicóptero no Estreito de Ormuz, levando as bolsas a caírem e o petróleo a subir.
Neste momento, o Bitcoin registra desvalorização de 2,1%, sendo negociado a US$ 61.322 em um período de 24 horas. Em reais, a principal criptomoeda do mundo estava avaliada em R$ 317.738, de acordo com informações do Portal do Bitcoin. Já o Ethereum apresenta recuo de 2,7%, sendo cotado a US$ 1.625. Enquanto isso, o XRP cai 4,2%, a Solana tem queda de 4% e a BNB perde 2,3%.
À medida que as tensões aumentam no Oriente Médio e deixam os investidores mais cautelosos, há também a expectativa em relação à divulgação do índice de preços ao consumidor nos EUA, o CPI. A projeção é de que o dado anual atinja 4,2% em maio, com o mercado já precificando um aumento de 25 pontos-base nas taxas de juros pelo Federal Reserve em dezembro, o que representa uma mudança significativa em relação à expectativa anterior de cortes nos juros.
Uma interpretação positiva da inflação fortaleceria os argumentos para que o novo líder do Fed, Kevin Warsh, mantenha as taxas de juros elevadas por mais tempo, reduzindo a liquidez dos ativos que mais se beneficiaram do crédito barato, como as criptomoedas.
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Analistas indicam que a recuperação observada no final de semana e na segunda-feira foi um movimento de fechamento de posições vendidas, e não impulsionado por novas compras, visto que mais de US$ 500 milhões em posições vendidas foram liquidadas, o maior valor desde abril.
Alguns especialistas apontam que a demanda imediata não se manifestou após essa queda. “Os compradores entraram em ação após a queda, no entanto, a demanda no momento ainda não voltou significativamente”, mencionou Diana Pires, diretora de negócios da sFOX, referindo-se a uma série de saídas de ETFs de Bitcoin imediatos nos EUA, o que manteve o capital institucional em modo cauteloso. Quando a nova demanda não é abrangente o suficiente para compensar as vendas, afirmou ela, as altas têm dificuldade em se sustentar.
Segundo André Franco, CEO da Boost Research, o Bitcoin tem perspectiva de curto prazo negativa. “A combinação de aumento do preço do petróleo, tensão geopolítica, fortalecimento do dólar e ajuste dos juros nos EUA diminui o interesse por ativos de risco e impacta especialmente ativos que não geram renda, como o BTC”, avaliou.
Para ele, o Bitcoin estar próximo da mínima intradiária, por volta de US$ 60.800, reforça a fraqueza técnica em um curto intervalo de tempo. “O BTC provavelmente oscilará entre US$ 60.000 e US$ 62.000, com risco de teste do nível mais baixo se o CPI superar as expectativas ou se novas notícias indicarem ampliação do conflito no Estreito de Ormuz”, concluiu.
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Fonte: Portal do Bitcoin

