No decorrer da quarta-feira (17), duas importantes deliberações relativas à política monetária serão conduzidas. Nos Estados Unidos, a decisão torna-se relevante em virtude de ser a primeira reunião presidida por Kevin Warsh no Federal Reserve (Fed, a entidade monetária do país). Com os investidores praticamente consensuais em relação à expectativa de manutenção das taxas de juros entre 3,50% e 3,75% ao ano, o enfoque recairá na comunicação do novo líder.
A indicação de Warsh ocorreu por parte do presidente Donald Trump, e ele assume a posição em um contexto caracterizado por uma inflação que ultrapassou a meta e um mercado de trabalho resiliente. Os investidores já se preparam para possíveis aumentos nas taxas de juros até o final do ano. Por outro lado, Trump argumenta a favor de uma redução nas taxas de juros.
No Brasil, há um nível mais elevado de incerteza em relação à decisão que será tomada pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Uma parte do mercado prevê um corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, o que a levaria a 14,25% ao ano. Contudo, existe a expectativa de que a taxa atual de 14,50% seja mantida – alguns argumentam que a inflação está indicando sinais de aceleração e que seria mais adequado pausar os cortes em um momento de incerteza acerca do desfecho do conflito no Oriente Médio.
Além da aguardada tomada de decisões, o mercado monitora de perto o comportamento do petróleo, o ativo que mais tem refletido os altos e baixos nas negociações entre Irã e Estados Unidos. O petróleo tipo brent apresenta uma leve valorização, embora ainda se mantenha abaixo dos US$ 80 por barril, registrando a menor cotação desde o início do conflito.
Fonte: Bora investir

