Os impactos das decisões sobre taxas de juros no Índice Bovespa B3 foram evidentes nesta quinta-feira (18). O índice de referência para o mercado de ações brasileiro recuou 0,10%, atingindo 168.277,55 pontos, de olho nas próximas medidas do Federal Reserve e do Copom.
Depois que o banco central dos Estados Unidos optou por manter as taxas de juros inalteradas e adotar um tom mais assertivo em sua comunicação, os investidores permaneceram cautelosos, o que impactou as bolsas ao redor do mundo.
“O posicionamento do banco central norte-americano abre espaço para futuras elevações das taxas de juros nos EUA. Esse cenário naturalmente estimula a realocação de capital para ativos americanos, diminuindo o interesse por mercados emergentes como o Brasil e pressionando o Índice Bovespa”, comentou Leonardo Santana, especialista em investimentos e sócio da empresa de análise Top Gain.
Além disso, o mercado também acompanhou de perto a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que optou, na quarta-feira (17), por reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,25% ao ano. Esta é a terceira diminuição consecutiva dos juros no Brasil, com decisão unânime entre os diretores do Banco Central.
Sobre os próximos passos em relação à Selic, o comitê reitera a importância da serenidade e cautela na condução da política monetária diante do cenário atual, marcado por um aumento significativo da incerteza. “Sem abandonar seu objetivo primordial de garantir a estabilidade de preços, esta decisão também implica em atenuar as oscilações do nível de atividade econômica e promover o pleno emprego.”
Situação atual do Índice Bovespa
Neste contexto, o Índice Bovespa variou entre 169.542,37 pontos no ponto mais alto do dia e 167.910,63 pontos no ponto mais baixo. O volume de negociações na B3 alcançou R$ 26,1 bilhões.
Cotação do Dólar hoje
O dólar norte-americano manteve a tendência de alta nesta quinta-feira, em meio às perspectivas de novas elevações das taxas de juros nos EUA. No fechamento do dia, o dólar comercial subiu 1,30%, chegando a R$ 5,17.
“Essa movimentação impulsionou os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA, fortaleceu o DXY — que ultrapassou novamente os 100 pontos — e reduziu a atratividade dos ativos brasileiros. Ao mesmo tempo, a assinatura do acordo entre EUA e Irã e a consequente queda de mais de 3% no preço do petróleo reduziram os riscos inflacionários globais, mas também enfraqueceram os termos de troca da economia brasileira e o suporte proveniente das commodities”, destacou Bruno Shahini, analista de investimentos da Nomad.
Bolsas de Nova York
Após a postura mais rígida adotada pelo Federal Reserve em seu comunicado, que foi recebida com pessimismo, os investidores voltaram às compras. Nesse cenário, o Dow Jones teve alta de 0,14%, o S&P 500 valorizou 1,09% e o Nasdaq ganhou 1,91%.
Fonte: Bora investir

