O criptoativo foi um dos bens que mais se desvalorizou no décimo primeiro mês. A moeda digital acumulou uma queda de 17% em novembro, a mais desfavorável performance do mês entre os indicadores monitorados pela empresa Elos Ayta. O movimento desfavorável também impactou os índices vinculados ao dólar: o BDRX recuou 2,41%, o dólar Ptax caiu 0,94%, e o euro Ptax decresceu 0,36%.
O grande destaque positivo do mês foi o metal amarelo. Em novembro, o minério valioso registrou valorização de 6,49%, a maior subida entre os 13 índices examinados. O Ibovespa B3 veio logo atrás, com 6,37%, seguido pelo índice Small Caps, que avançou 6,03%.
“A interpretação é clara. Enquanto a renda variável brasileira está vivendo um momento de otimismo, o metal precioso segue reforçando sua tradicional função como porto seguro, mesmo em ciclos de maior disposição ao risco”, afirma a empresa de consultoria.

Quando se alarga a análise para o acumulado do ano de 2025 até novembro, a situação é ainda mais favorável ao metal. O metal amarelo acumula 61,14% de valorização, disparando em primeiro lugar. Nas outras posições do pódio, dois importantes indicadores da bolsa brasileira: Small Caps (35,56%) e Ibovespa (32,25%).
O contraste é evidenciado por três indicadores que registram desempenho adverso no ano: bitcoin (-16,97%), Dólar Ptax (-13,86%) e Euro Ptax (-3,80%).
A fraca performance desses indicadores se relaciona, entre outras razões, à combinação de fortalecimento dos ativos internos e à menor demanda por proteções em moeda forte no mercado estrangeiro.

Na janela de 12 meses, o metal amarelo mais uma vez assume a liderança, com uma alta de 59,45%. O Ibovespa ocupa a segunda posição (26,58%), seguido de perto pelas Small Caps (24,94%). A boa performance dos índices de ações brasileiras reforça o ciclo positivo do mercado interno no período.
Entre os desempenhos adversos, recalcam-se os mesmos principais atores: bitcoin (-15,96%), Dólar Ptax (-11,89%) e Euro Ptax (-3,17%). Mesmo com a volatilidade intrínseca de ativos globais, o comportamento combinado mostra uma clara tendência de valorização dos ativos locais em detrimento de investimentos dolarizados.
“Os dados fortalecem a ideia de que 2025 tem sido até agora um ano de robusta recuperação para a renda variável brasileira, especialmente para empresas de menor capitalização e para índices ligados a dividendos e fundos imobiliários”, reporta a consultoria.
*Artigo originalmente publicado em IstoÉ Dinheiro, parceiro de B3 Bora Investir
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Fonte: Bora investir

