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    Início - Notícias - Saldo da balança comercial tem recorde em dezembro mas encolhe em 2025
    Notícias

    Saldo da balança comercial tem recorde em dezembro mas encolhe em 2025

    MorelliBy Morelli6 de janeiro de 2026Updated:8 de janeiro de 2026Nenhum comentário4 Mins Read
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    Pressionada pelo crescimento das importações e pelo barateamento das commodities (bens primários com cotação internacional), a balança comercial encerrou 2025 com superávit menor que em 2024, apesar de registrado o melhor resultado para um mês de dezembro desde 1989. No ano passado, as exportações superaram as importações em US$ 68,293 bilhões, uma queda de 7,9% em relação ao superávit registrado em 2024.

    Os números foram divulgados nesta terça-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). Apesar do recuo, esse foi o terceiro maior superávit comercial anual desde o início da série história, em 1989.

    Os maiores foram o de 2023, quando o superávit chegou a US$ 98,903 bilhões, e o de 2024, quando o resultado positivo ficou em US$ 74,177 bilhões.

    Tanto as exportações como as importações bateram recorde. Mesmo com o tarifaço dos Estados Unidos e com a queda no preço das commodities, principalmente do petróleo, as vendas para o exterior somaram US$ 348,676 bilhões, com alta de 3,5% em relação a 2024.

    Beneficiadas pelo crescimento da economia, no entanto, as importações aumentaram em ritmo maior. No ano passado, o Brasil comprou US$ 280,382 bilhões do exterior, alta de 6,7%.

    Projeções

    Sumário ocultar
    1 Projeções
    2 Resiliência
    3 Setores
    4 Produtos

    O saldo comercial veio bastante superior às projeções. O Mdic projetava superávit comercial de US$ 60,9 bilhões em 2025, com US$ 344,9 bilhões em exportações.

    Já as importações ficaram abaixo da projeção de US$ 284 bilhões. O fato de as importações terem ficado inferiores ao previsto ajudou a elevar o superávit da balança no fim de 2025.

    Resiliência

    Em entrevista coletiva, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, disse que o comércio exterior brasileiro cresceu em 2025, mesmo com o tarifaço e as dificuldades geopolíticas.

    “O nosso volume em termos de exportação cresceu 5,7%. O comércio global cresceu 2,4%. Então, crescemos mais que o dobro do comércio global. Isso mostra a resiliência e a boa competitividade dos produtos brasileiros”, declarou.

    Apenas em dezembro, a balança comercial registrou superávit de US$ 9,633 bilhões, alta de 107,8% em relação ao mesmo mês de 2024. Esse foi o maior resultado para o mês da série histórica, iniciada em 1989, superando o recorde anterior, de superávit de US$ 9,323 bilhões, em dezembro de 2023. As importações também atingiram valor recorde para o mês.

    O valor das exportações e das importações em dezembro ficou o seguinte:

    • Exportações: US$ 31,038 bilhões, alta de 24,7% em relação a dezembro do ano passado;
    • Importações: US$ 21,405 bilhões, alta de 5,7% na mesma comparação

    Setores

    Na distribuição por setores da economia, as exportações em dezembro cresceram da seguinte forma:

    • Agropecuária: +43,5%, com alta de 35,2% no volume e de 6,7% no preço médio;
    • Indústria extrativa: +53%, com alta de 58,1% no volume e queda de 3,2% no preço médio;
    • Indústria de transformação: +11%, com alta de 14,9% no volume e queda de 4,2% no preço médio.

    Produtos

    Os principais produtos responsáveis pelo crescimento das exportações em dezembro foram os seguintes:

    • Agropecuária: soja (+73,9%); café não torrado (+52,9%) e milho não moído, exceto milho doce (+46%);
    • Indústria extrativa: óleos brutos de petróleo (+74%) e minério de ferro (+33,7%);
    • Indústria de transformação: carne bovina (+70,5%) e ouro não-monetário (+88,7%).

    No caso do petróleo bruto, a retomada da atividade das plataformas, após um período de manutenção programada em novembro, foi o principal fator para o crescimento.

    Em relação às importações, o crescimento está vinculado à recuperação da economia, com o aumento do consumo e dos investimentos.

    Na divisão por categorias, os produtos importados foram os seguintes:

    • Agropecuária: soja (+4.979,1%) e trigo e centeio não moídos (+24,6%)
    • Indústria extrativa: fertilizantes brutos, exceto adubos, +222,4%; carvão não aglomerado (+26,3%);
    • Indústria de transformação: combustíveis (+42,9%) e medicamentos, incluindo veterinários (+47,7%).
    balança comercial exportações importações Ministério do Desenvolvimento tarifaço
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    Morelli
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    Morelli é mentor de posicionamento digital, estrategista de autoridade e trader profissional. Atua formando criadores de conteúdo e operadores de mercado com clareza, direção e resultados reais. Seu trabalho combina mentalidade, técnica e presença digital para transformar talentos em referências.

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