O lucratividade da conta de superou a elevação pelo quarto ano consecutivo em 2025, revela estudo da consultoria Elos Ayta. A maneira de investir mais popular do país apresentou rendimento de 8,19% no ano passado, enquanto a elevação ficou em 4,26%. Com isso, o foi de 3,77%.
Foi o maior lucratividade real () em 19 anos, ficando apenas atrás do retorno de 5,10% verificado em 2006. Em termos nominais, no entanto, foi o melhor resultado desde 2016. Veja quadro abaixo:

O lucratividade da conta de poupança é calculada pela taxa referencial (TR) mais uma remuneração fixa de 0,5% ao mês. Este cálculo é válido enquanto a taxa Selic estiver acima de 8,5% ao ano — a taxa básica de juros está atualmente em 15% ao ano.
O desempenho de 2025 foi beneficiado pela desaceleração da elevação no país, que voltou a fechar abaixo do teto da meta perseguida pelo Banco Central e também menor que as expectativas do mercado.
Poupança perde para o CDI
Em um contexto de juros elevados, com a Selic encerrando o ano em 15% ao ano, a poupança continuou atrás, entretanto, do retorno oferecido por diversos outros investimentos.
O CDI (Certificado de Depósito Interbancário), que acompanha de perto a Selic e é o principal indexador de investimentos da renda fixa, superou amplamente a poupança, finalizando 2025 com. O estudo da Elos Ayta mostra que mesmo nos anos quem que o CDI perdeu para a elevação, o retorno foi melhor que o caderneta.
Em 2025 foi o quinto ano sucessivo de retiradas superando depósitos na poupança no Brasil. A modalidade registrou saídas líquidas de R$ 85,568 bilhões, consideravelmente acima das retiradas de R$ 15,467 bilhões registrados no ano anterior, segundo dados do Banco Central divulgados.
O ano de 2025 teve apenas três meses de depósitos líquidos na poupança – maio, junho e dezembro, este último de R$ 5,410 bilhões.
*Matéria originalmente publicada em IstoÉ Dinheiro, portal parceiro de Bora Investir
Fonte: Bora investir

