O primeiro acordo referente a um contrato de Opção Adaptável com garantia envolvendo o HASH11 foi registrado pela B3 no último dia útil da semana, 8 de maio. O HASH11 é um ETF (Exchange Traded Fund) que reproduz o desempenho do Nasdaq Crypto Index, um índice estrangeiro que compreende uma variedade de ativos digitais. O acordo foi realizado entre Inter e XP, marcando a inclusão de um produto relacionado ao universo criptográfico em um formato de derivativo adaptável e com uma parte intermediária.
Segundo a B3, a transação envolvendo exposição ao mercado de cifroativos indica mais um avanço no uso de ferramentas de balcão, incorporando ativos que se tornaram importantes nas carteiras de investimento nos últimos anos. “Essa operação ilustra o progresso do mercado brasileiro na sofisticação de instrumentos para diversas categorias de ativos. As Opções Adaptáveis possibilitam que os participantes criem soluções personalizadas, usufruindo da segurança da infraestrutura e da gestão de risco da parte intermediária da B3”, declara Claudia Bortoletto, diretora de Derivativos de Balcão, Renda Fixa e Fundos da B3.
As Opções Adaptáveis são contratos de derivativos que são negociados no ambiente de balcão da B3, nos quais compradores e vendedores podem acordar condições personalizadas, como prazo de vencimento, preço de exercício, quantidade, prêmio e a opção de incluir recursos adicionais, como limitadores e barreiras. O contrato concede ao detentor o direito, mas não a obrigação, de comprar ou vender o ativo-objeto, ou de receber o acerto financeiro correspondente, conforme os termos acordados entre as partes.
A diferença em comparação com uma Opção Listada reside na medida de padronização e no método de negociação. No mercado listado, os contratos de Opção são disponibilizados em séries predeterminadas pela bolsa (mensal, semanal, etc) e têm seus preços formados de acordo com a tela durante as sessões de negociação. Por exigência regulatória, todos os contratos listados contam com a garantia da parte intermediária, ou seja, a Câmara B3 desempenha o papel de comprador em relação ao vendedor e de vendedor em relação ao comprador, reduzindo o risco de uma das partes não cumprir a transação.
No ambiente de balcão, devido à natureza bilateral das operações, as partes podem decidir livremente se a B3 atuará como parte intermediária garantidora (CCP) ou não. Na transação mencionada, a Câmara B3 atuou como CCP, intermediando o risco entre as partes após a aprovação da transação, com os mecanismos de garantias, gestão de riscos, compensação e liquidação aplicáveis.
“Essa transação representa outro avanço do Inter na ampliação de alternativas sofisticadas para investidores interessados no mercado de ativos digitais. A estrutura envolvendo uma opção flexível de HASH11 no ambiente de balcão com garantia da B3 reafirma nosso comprometimento em disponibilizar instrumentos inovadores, com segurança, eficácia e em consonância com a crescente demanda por estratégias de investimento mais personalizadas”, assegura Monica Saccarelli, diretora de Investimentos do Inter.
“A transação evidencia a evolução do mercado brasileiro para acomodar ativos mais complexos. A XP está atenta a esse avanço e observa uma demanda crescente por soluções mais adaptadas, com eficácia operacional e redução de riscos de contraparte”, declara Leandro Cruz, Head de Global Markets da XP.
No momento, as Opções Flexíveis no ambiente de balcão com CCP ultrapassam o montante de R$ 100 bilhões na B3.
Fonte: Bora investir

