Daqui a cinco anos, a B3, bolsa brasileira, anotou uma elevação de 6,5% no total de emissões de títulos de dívida fixa de empresas, em comparação a 2024. O valor, com as ofertas públicas, alcançou R$ 647,5 bilhões ao término de dezembro, o maior registrado até então.
Os artigos de dívida empresarial são títulos emitidos por organizações que recorrem ao mercado financeiro para obter recursos e custear seus empreendimentos. O montante engloba Debêntures, Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) e Notas Comerciais (NC).
“A área local de dívida corporativa está progredindo a cada ciclo, proporcionando novas chances para empresas e investidores. Com a taxa de juros atual, a renda fixa tornou-se o principal recurso de financiamento das corporações brasileiras em 2025, que recorreram a produtos como debêntures e notas comerciais para facilitar a captação de recursos”, descreve Leonardo Betanho, superintendente de produtos de Balcão da B3.
As debêntures, títulos emitidos pelas empresas que conferem direito de crédito ao investidor, permanecem como os títulos mais procurados. O volume de emissão de debêntures na B3 atingiu R$ 496,3 bilhões em 2025, o que representa crescimento de 6,5% em comparação a 2024, quando o volume de emissão totalizou R$ 465,8 bilhões.
As notas comerciais, títulos emitidos pelas empresas que representam a promessa de pagamento pelo emissor, viram um crescimento de 23% no período. O total emitido subiu de R$ 44 bilhões em 2024 para R$ 54 bilhões em 2025.
O montante de emissão de CRAs atingiu R$ 46 bilhões, o que significa um crescimento de 13%; enquanto os CRIs foram os únicos instrumentos a registrar redução no volume de emissão em 2025, totalizando R$ 50,8 bilhões, uma diminuição de 11,5% em comparação a 2024.
O volume total em circulação desses produtos também alcançou a marca histórica na conclusão de 2025, alcançando R$ 1,97 trilhões.
Quanto aos fundos de investimento, as ofertas públicas de cotas de fundos fechados atingiram R$ 110,3 bilhões em 2025, um aumento de 63,5% comparado a 2024. O patrimônio desses produtos fechou o ano com R$ 372 bilhões em ativo.
Fonte: Bora investir

