O começo do ano assinala o momento das renovações nas faculdades. É uma ocasião de organização e continuação dos cursos, porém que também desperta um aviso: de acordo com um estudo da Serasa em colaboração com o Instituto Opinion Box, 66% dos alunos com débito ativo junto a instituições de ensino já deixaram de adquirir itens básicos, como alimentação, transporte, água e outros para conseguir quitar a mensalidade.
Outro dado inquietante revela que 48% dos endividados com cursos superiores interromperam a formação por não conseguirem pagar as mensalidades em dia. Além disso, 26% afirmam que tiveram dificuldades de concentração nas aulas por não honrarem os pagamentos em dia e não saldarem essa pendência, evidenciando que essa questão atrapalha também o desempenho dos estudantes.
Apesar dos débitos, alunos tentam liquidar obrigações
Dos universitários endividados, 89% consideram extremamente importante quitar o débito com a instituição de ensino. Quando indagados sobre os principais motivos do endividamento com as instituições, 28% apontam desemprego, 21% revelam que tiveram que priorizar outras despesas, 10% tiveram redução na renda e 9% mencionam desorganização financeira.
A inadimplência se estende no tempo: 61% dos débitos com instituições de ensino estão em aberto há mais de um ano, sendo que destes, 18% já ultrapassam cinco anos. Em 71% dos casos, o valor em débito pode chegar a até R$ 5 mil.
O débito também impacta o bem-estar dos estudantes: 91% afirmam que a situação afetou de alguma forma sua saúde mental. Segundo o especialista da Serasa, quitar as dívidas é um passo crucial para que o aluno consiga seguir sua trajetória acadêmica com mais serenidade. “Quando a preocupação financeira é reduzida, há mais espaço para focar nos estudos, preservar a saúde mental e planejar o futuro com segurança”, afirma Rodrigo Costa, especialista da Serasa em finanças educacionais.
Quanto investir no Tesouro Educa+ para a faculdade
O Tesouro Educa+ é um investimento do Tesouro Direto criado para proporcionar uma renda extra durante o período de estudos. Por meio dele, o investidor coloca um valor e, posteriormente, recebe uma renda mensal durante 5 anos – o que pode ajudar no pagamento da mensalidade da faculdade.
Veja a simulação, considerando que alguém irá investir mensalmente em nome de uma criança, que irá receber os valores a partir dos 18 anos.
| Idade atual | Quanto receber por mês durante 5 anos | Quanto investir por mês até os 18 anos |
| 8 anos | R$ 1.000 | R$ 310,04 |
| 10 anos | R$ 1.000 | R$ 398,47 |
| 15 anos | R$ 1.000 | R$ 1.315,74 |
Para receber R$ 500 por mês:
| Idade atual | Quanto receber por mês durante 5 anos | Quanto investir por mês até os 18 anos |
| 8 anos | R$ 500 | R$ 155,02 |
| 10 anos | R$ 500 | R$ 199,23 |
| 15 anos | R$ 500 | R$ 657,87 |
Taxas e tributação do Tesouro Educa+
Com o intuito de tornar o investimento acessível e competitivo diante dos fundos de previdência privada, o novo título do Tesouro Direto não cobra taxa de administração.
Além disso, sua principal vantagem é cobrar uma taxa de custódia menor conforme maior for o tempo em que o investidor mantenha o título. Se levado até o vencimento, torna-se isento da taxa, de acordo com a tabela:
| Prazo até resgate (anos) | Taxa sobre valor de resgate (a.a) |
| 0 a 7 | 0,5% |
| 7 a 14 anos | 0,20% |
| Acima de 14 anos | 0,10% |
| Vencimento do título | 0% |
Sobre a renda distribuída ao longo dos cinco anos, incidirá uma taxa de 0,1% somente sobre os valores que ultrapassarem quatro salários mínimos.
O título público segue a tabela regressiva do Imposto de Renda, assim como outras aplicações do Tesouro Direto, sendo 15% a alíquota mais baixa, que incide sobre o investimento após 2 anos.
Fonte: Bora investir

