O secretário da Economia, Fernando Haddad, anunciou hoje que irá se retirar da liderança do departamento na próxima semana. De acordo com ele, Dario Durigan, o secretário-executivo, estará encarregado da liderança, no entanto, a decisão final caberá ao presidente Lula.
“Estou planejando sair do cargo na próxima semana”, disse Haddad aos repórteres ao chegar ao ministério.
No entanto, ele não revelou qual posição ele pretende disputar nas eleições de 2026. “Estamos em negociação, ainda não está decidido. Estamos avaliando a disputa”, mencionou.
Haddad expressou confiança na substituição por Durigan. “Eu acredito que Dario será meu sucessor. Ele mantém uma relação muito forte com o presidente, baseada em grande confiança, e tem liderado este departamento por muitos anos. Ele é um excelente gestor público. Embora eu acredite nisso, a palavra final é do presidente”, declarou.
Haddad planeja concorrer ao governo de SP
Mesmo resistindo inicialmente, Haddad deverá aceitar o convite de Lula para concorrer ao governo de São Paulo, segundo fontes consultadas pela agência Reuters.
A insistência de Lula em ter Haddad como candidato ao governo paulista se deve à importância de ter um candidato influente no Estado, que historicamente tem gerado bons resultados para a oposição. Uma derrota de Lula em São Paulo poderia prejudicar suas chances na eleição presidencial, segundo análises internas do partido do presidente.
Embora pesquisas sugiram que o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), possivelmente candidato à reeleição, venceria em todos os cenários, dentre os possíveis concorrentes pelo governo federal — além de Haddad, também foram cogitados o vice-presidente Geraldo Alckmin e a ministra do Planejamento Simone Tebet — o ministro da Economia é o que apresenta melhor desempenho.
Haddad não tinha planos de concorrer este ano, após ter sido derrotado em 2016 ao disputar a reeleição para prefeito de São Paulo, e também ter perdido nas eleições à Presidência em 2018 e ao governo de São Paulo em 2022. Ele estava planejando ser um dos coordenadores da campanha de Lula para a reeleição e havia deixado isso claro, mas recentemente evitou negar publicamente uma possível candidatura.
No entanto, as fontes ouvidas pela Reuters afirmam que a perspectiva de uma eleição desafiadora para o presidente aumentou a pressão para que Haddad aceitasse o convite.
*Artigo originalmente publicado em IstoÉ Dinheiro, parceiro de B3 Bora Investir
Fonte: Bora investir

