As moedas virtuais já são uma realidade em várias áreas, com uma diversidade de tipos de ativos criptográficos. Neste contexto, o universo de fichas e criptomoedas estáveis está ganhando cada vez mais destaque no mercado financeiro e pode trazer diversos benefícios para o setor e para os investidores. É o que declara Daniel Maeda, Responsável Legal da B3, em um painel do Smart Summit 2026, que ocorre no Rio de Janeiro nesta quinta-feira (12).
“O assunto da tokenização e criptomoedas estáveis é muito relevante para a B3. Reconhecemos a nossa posição como uma grande infraestrutura de negócios no mercado. Por isso, é crucial levar tudo o que a B3 oferece para um ambiente 3.0”, apontou ele.
Maeda destaca que esse cenário traz excelentes perspectivas para o mercado financeiro, como “aumento de investidores, a possibilidade de negociações 24/7, maior entrada de estrangeiros e a inclusão de indivíduos mais familiarizados com tecnologia, mas fora do mercado tradicional”.
No final de 2025, a B3 anunciou seu plano de lançar sua própria criptomoeda estável. Criptomoeda estável é uma moeda digital cujo valor é vinculado a uma moeda fiduciária, como o dólar ou o real, por exemplo. Como essas moedas costumam ter uma volatilidade menor, a criptomoeda estável acaba sendo uma garantia de estabilidade no mercado de ativos criptográficos.
+ O que são criptomoedas estáveis e por que elas são uma tendência no mercado?
Sobre esse lançamento, o responsável pela B3 afirma que ele está conectado ao cenário de tokenização, mas é um processo que requer tempo para ser desenvolvido corretamente. “Queremos começar de forma gradual, para testar casos de uso. Ter uma primeira opção para visualizar transações financeiras com ativos tokenizados, mas ainda levará algum tempo para avançar nessa direção”, enfatizou.
No mesmo painel do Smart Summit sobre as novas oportunidades de criptomoedas estáveis e tokenizações no mercado tradicional, João Paulo Aragão, Especialista em IA e Finanças Descentralizadas do Banco Inter, ressaltou que existem desafios, principalmente relacionados à interoperabilidade e manutenção da privacidade, sendo a soberania de cada país a maior questão.
Marcelo Eisele, Diretor de Vendas da 7 COMm, também recordou que o Pix foi um marco importante no avanço tecnológico no Brasil, que agora se tornou um exemplo global e colocou o país em posição de destaque. “Podemos apresentar ao mundo outras inovações”, complementou.
Fonte: Bora investir

