Em abril de 2026, as exportações brasileiras atingiram a marca de US$ 34,148 bilhões, o valor mais alto já registrado em um único mês. Com esse desempenho, a balança comercial fechou com um superávit de US$ 10,537 bilhões, estabelecendo um novo recorde para o mês de abril. Os números foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) nesta quinta-feira, 7.
O aumento do superávit foi impulsionado por um crescimento de 14,3% nas exportações brasileiras, mais que o dobro do aumento de 6,2% nas importações. A corrente de comércio, que é a soma das exportações e importações, totalizou US$ 57,76 bilhões, registrando um aumento de 10,8% em relação ao ano anterior.

Dentro dos setores monitorados, a indústria de extração foi a que mais cresceu, com um aumento total de 17,9%. Esse setor se beneficiou do aumento dos preços das commodities devido aos conflitos no Oriente Médio. Houve aumento nas exportações de petróleo bruto (10,6%), minério de ferro (19,5%) e cobre (55%).
As exportações do setor agropecuário cresceram 16,1%, com destaque para o aumento de 18,8% nas exportações de soja. Já a indústria de transformação teve um aumento de 11,6%, impulsionada pela alta nas exportações de ouro não monetário (75,9%), carne bovina (29,4%) e óleos combustíveis de petróleo (19,1%).
Exportações para os EUA têm queda pelo nono mês seguido
Desde agosto de 2025, quando o governo de Donald Trump implementou tarifas de 50% sobre os produtos brasileiros, as exportações para os Estados Unidos têm diminuído a cada mês. Mesmo com a criação de exceções e a subsequente revogação das taxas pela Justiça norte-americana, a situação não se reverteu. Em abril de 2026, houve uma queda de 11,3% nas exportações para os EUA.
Outros parceiros comerciais importantes do Brasil também tiveram quedas nas exportações, como Argentina (-18,5%) e União Europeia (-1,7%).
Por outro lado, as exportações para a China tiveram um crescimento significativo de 32,5%. A participação do país asiático nas exportações totais do Brasil subiu de 29,3% para 34%, enquanto a participação dos Estados Unidos caiu de 11,8% para 9,1%.
Nas importações, Diesel impulsiona o crescimento
O conflito no Oriente Médio entre Estados Unidos, Israel e Irã teve impacto nas importações brasileiras. O valor importado de óleos combustíveis aumentou 37,5%, impulsionado pelos preços do petróleo no mercado internacional e a alta do valor do diesel. Os veículos de passageiros também se destacaram, com um aumento de 109,9%, equivalente a US$ 0,65 bilhões.
No que diz respeito às origens, houve um aumento nas importações da China (22,6%), que representou 25,6% do total das importações brasileiras, contra 22,6% em abril do ano anterior.
*Artigo publicado originalmente em IstoÉ Dinheiro, parceiro de B3 Bora Investir
Fonte: Bora investir

