Com a atualização das estimativas do FMI (Fundo Monetário Internacional) para as economias dos países, o Brasil retorna ao conjunto das 10 principais economias a nível global, é destacado levantamento realizado pela Austin Ratings para a revista IstoÉ Dinheiro.
O FMI melhorou a perspectiva de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil este ano. No seu relatório Perspectiva Econômica Mundial, o FMI passou a prever uma ampliação de 1,9% do PIB do Brasil em 2026, 0,3 ponto percentual acima da previsão feita em janeiro, mas mantendo o mesmo ritmo estimado pelo Fundo em outubro do ano anterior.
Então, o Brasil atinge a décima posição entre as maiores economias do mundo, com um PIB estimado em US$ 2,6 trilhões. Para 2027, a Austin projeta o país na nona posição. Em 2025, o Brasil ocupou a décima primeira posição.
O topo da lista é dominado pelos Estados Unidos, China e Alemanha, tanto na projeção para 2026 como para 2027, seguindo o que foi registrado em 2025.
RANKING DAS 15 PRINCIPAIS ECONOMIAS DO MUNDO EM 2025, 2026 E 2027

Dentre os fatores que impulsionam a ascensão do Brasil nesse ranking estão o câmbio e o desempenho inferior dos demais países como o Canadá. “O real se valorizou. Isso também contribui para ter um impacto no PIB em dólares. Muito provavelmente o país terá um PIB crescendo em termos nominais em dólares”, menciona o economista-chefe da Austin, Alex Agostini.
A previsão de crescimento da economia canadense é de 1,5%. “Analisando o cenário atual, o Brasil teria um desempenho um pouco superior aos demais países”, afirma Agostini. “Como o Brasil estava muito próximo do décimo lugar, isso já colabora para subir um pouco mais”.
Visão do FMI para o Brasil
Apesar da revisão para cima do PIB brasileiro em 2026, o desempenho fica aquém da expansão de 2,3% do PIB que o Brasil registrou em 2025, o pior desde 2020, conforme dados do IBGE.
Já para 2027, o FMI reduziu a perspectiva de crescimento do Brasil em relação ao que foi estimado em janeiro, em 0,3 ponto percentual, para 2%.
“A guerra deve ter um pequeno impacto positivo em 2026, visto que o país é exportador de energia, impulsionando o crescimento em cerca de 0,2 ponto percentual”, indicou o FMI.
“Reservas internacionais adequadas, baixa dependência de dívida em moeda estrangeira, grande reservatório de liquidez do governo e uma taxa de câmbio flexível devem auxiliar o país a absorver o impacto”, acrescentou.
A guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã resultou no fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do petróleo mundial, elevando os preços do combustível e gerando preocupações com a inflação.
Previsões do governo e dos especialistas brasileiros
A expectativa do FMI para a economia brasileira é superior à do Banco Central, porém inferior ao panorama apresentado pelo Ministério da Fazenda.
Em março, o Banco Central projetou um crescimento econômico de 1,6%, destacando maior incerteza no cálculo devido à guerra no Oriente Médio. Por sua vez, o Ministério da Fazenda previu uma expansão de 2,3% para o PIB de 2026.
O mercado, segundo a mais recente pesquisa Focus, estima um crescimento da economia de 1,85% este ano. O corte refletiu uma perspectiva de desaceleração da demanda global, com custos mais elevados de insumos (incluindo fertilizantes) e condições financeiras mais restritas, de acordo com o Fundo.
As projeções do FMI para o Brasil neste ano e no próximo estão abaixo das estimativas para a América Latina e Caribe, com expectativas de crescimento respectivamente de 2,3% e 2,7%.
As análises do Fundo para a economia brasileira também são inferiores às Economias de Mercados Emergentes e em Desenvolvimento, das quais o Brasil faz parte, projetadas pelo Fundo em 3,9% e 4,2%.
*Artigo publicado originalmente em IstoÉ Dinheiro, parceira da B3 Bora Investir
Fonte: Bora investir

