Neste início de semana (11), o Ministério da Fazenda Pública, a B3 e o Banco do Brasil apresentam oficialmente o Tesouro Reserva, novo ativo do Programa Tesouro Direto com ligação direta à taxa primária de juros (Selic) e com a capacidade de ser comercializado em qualquer horário, todos os dias, ou seja, 24/7.
Em contraste com o Tesouro Selic, o Tesouro Reserva não sofrerá ajustes à valorização de mercado, eliminando o perigo de variações no montante do investimento em ocasiões de maior instabilidade no mercado financeiro. O título estará inicialmente disponível para os 80 milhões de clientes do Banco do Brasil, a entidade financeira parceira nesse projeto. Outras organizações estão em etapa de avaliação e devem disponibilizar o instrumento em breve.
O Tesouro Reserva foi concebido para indivíduos que desejam constituir uma reserva de contingência de maneira descomplicada e segura. Em linha com o propósito do Tesouro Direto, o novo ativo procura atrair pessoas para começarem a trajetória de investimentos, incentivando a instrução financeira de milhões de cidadãos brasileiros, além de outras iniciativas da Fazenda Pública em colaboração com a B3, a bolsa de valores do Brasil, como a OLITEF (Olimpíada do Tesouro Direto de Educação Financeira).
“O Tesouro Reserva surge para satisfazer uma necessidade real da sociedade: a urgência de guardar recursos com segurança, simplicidade e acesso imediato. Com o funcionamento 24 horas por dia, sete dias por semana, eliminamos as restrições de horário e aproximamos o investimento público da rotina das pessoas. É um título pensado para quem deseja iniciar no mundo dos investimentos, formar uma reserva de emergência e ter previsibilidade, sem surpresas no momento do resgate”, esclarece Daniel Leal, ministro da Fazenda Pública.
O Tesouro Reserva rende a partir do primeiro dia útil após a aplicação. O valor mínimo para começar a investir é de R$ 1, com teto de até R$ 500 mil por investidor ao mês, sem restrição para retiradas.
A B3 é encarregada pela infraestrutura que viabiliza a operação dos ativos do Tesouro. Segundo o gerente de Relacionamento com Clientes e Pessoa Física da bolsa, Felipe Paiva, o novo produto cumpre um papel relevante na democratização do mercado financeiro do país.
“Temos estudado formatos diferentes para promover em grande escala a atratividade e formação de novos investidores digitais no Brasil. Com o Tesouro Reserva, a pessoa pode investir valores a partir de R$ 1, acompanhar o rendimento e sacar quando desejar, 24/7. Tudo feito de maneira simples. Isso reforça um aspecto crucial de finanças comportamentais: quando a pessoa possui um investimento, aumenta seu interesse na jornada de instrução financeira”, declara.
O Banco do Brasil é um parceiro tradicional do Tesouro Direto, desde o lançamento do programa em 2002. De acordo com Francisco Lassalvia, vice-presidente de Negócios de Atacado, “ser a primeira instituição a distribuir o novo título reforça nossa competência e pioneirismo, tanto em tecnologia quanto em investimentos. Fomentar a cultura de investimentos e a instrução financeira é uma maneira poderosa de apoiar o desenvolvimento da economia de nosso país e promover a autonomia dos cidadãos”.
Os investimentos e retiradas do Tesouro Reserva são realizados por meio do aplicativo Investimentos BB, utilizando transações via Pix, o que facilita o processo.
Tributação do Tesouro Reserva
O Tesouro Reserva segue as mesmas normas dos demais títulos do Tesouro Direto. Há cobrança de Imposto de Renda (IR) apenas sobre os ganhos, no momento do saque ou do vencimento, com alíquotas regressivas: quanto maior o tempo do investimento, menor o tributo.
Para aplicações resgatadas em até 30 dias, pode ocorrer a cobrança de IOF, que é também regressiva e zerada após esse prazo. A retenção dos impostos é automática, realizada pela entidade financeira, sem necessidade de pagamentos adicionais por parte do investidor.
Fonte: Bora investir

