Os códigos são reconhecidos como o código genético de um ativo transacionado em bolsa. Cada corporação ou produto possui o seu exclusivo, e que é utilizado para identificação individualizada do investimento, seja uma ação, BDR, ETF ou outro.
O código segue um modelo de letras e números, mas a seleção depende das empresas (e da aprovação da B3), que deve ter correlação com o nome da empresa ou do produto. Dentro desse contexto, alguns códigos se destacam por sua inventividade.
“O código é a ‘representação’ da empresa na bolsa — ele é exibido em plataformas, notícias, gráficos e redes sociais. Um código bem elaborado pode reforçar a identidade da companhia, facilitar a lembrança por parte dos investidores e até influenciar o primeiro contato com a ação. Em um mercado com centenas de empresas listadas, diferenciação é um recurso valioso, inclusive nos detalhes”, Bernardo Gomes, sócio e analista da Santa Fé Investimentos.
AUJU3 – União Amimal
Com a união da Petz – antiga PETZ3 – e da Cobasi, a nova marca com nome União Animal estreou na B3 com o novo código AUJU3, nesta segunda-feira, 5 de janeiro. Segundo o CEO da União Animal, Paulo Nassar, a determinação do código da ação procurou estabelecer uma identidade mais abrangente para a empresa, sem relação direta a apenas uma das marcas envolvidas na fusão.
DIVO11 – ETF IT NOW IDIV
O termo pode até parecer piada, mas o DIVO11 é o código de um ETF (Exchange Traded Funds) que replica o desempenho do índice IDIV B3, um indicador de dividendos. Conhecido como IT NOW IDIV, o fundo de índice acompanha o desempenho das empresas que se destacaram em termos de remuneração dos investidores, sob a forma de dividendos e juros sobre o capital próprio (JCP).
ROXO34 – Nu Holdings
Reconhecido como ação da Nubank, o ROXO34 é o código do BDR da empresa na bolsa brasileira. Referindo-se a cor marcante da companhia, o código deixa de lado o usual em utilizar letras que não são relacionadas diretamente ao seu nome.
FOMO11 – Hashdex Ímpeto
O FOMO11 é o código do ETF Hashdex Ímpeto, fundo que acompanha os 12 principais criptoativos com maior capitalização de mercado. O ETF possui como característica o ajuste mensal, para não ficar ‘ultrapassado’. A particularidade de não perder o que está em alta “no momento” é o que faz referência ao F.o.M.O (Medo de Perder, em inglês), que significa o receio de ficar de fora, de não conseguir acompanhar as atualizações e eventos que estão acontecendo no mundo.
XINA11 – ETF MSCI China
O preciso é Xina ou China? Ambos. O XINA11 é código do ETF que está ligado ao MSCI China, um índice que representa o desempenho de grandes e médias empresas do grandioso país asiático.
Descubra mais códigos criativos existentes na B3
Papéis
- Boa Colheita Sementes SA – SOJA3
- Humberto Agribrasil Com. e Export. de Grãos S.A. – GRAO3
- International Company Meal – MEAL3
- Melhorzado SA – CASH3
- MINERVA S.A. – BEEF3
- Localize – RENT3
- T4F Diversão – SHOW3
- Terra Santa Propriedades Agrícolas SA – LAND3
FIIs e Fiagros
- FII Shoppings Brasil Plural – MALL11
- FII MÚLTI SHOPPINGS – SHOP11
- FII Nave Residencial – APTO11
- Bigtrade Suno Fiagro – CAFE11
BDRs
- Americold – COLD34 (BDR)
- Nu Holdings – ROXO34
- Six Flags Entertainment – F1UN34
ETFs
- BB ETF ÍNDICE FUTURO DE MILHO B3 – CORN11
- HASHDEX ÍMPETO – FOMO11
- INVESTO JOGO – JOGO11
- Invisto MSCI US Real Estate – ALUG11
- Invisto ETF US Listed Semiconductor 25 Index FDI – CHIP11
- IT Now IDIV – DIVO11
- Safra ETF Mulheres na Liderança FDI – ELAS11
- Tendência China – XINA11
- Global X Robótica e Inteligência Artificial ETF – BOTZ39
De que forma um código é escolhido?
A decisão do código do ativo é parte do procedimento da listagem do ativo na bolsa de valores, e geralmente é uma escolha estratégica, de acordo com o sócio e analista da Santa Fé Investimentos.
A empresa envia uma proposta à B3, que pode aprovar ou solicitar modificações, levando em consideração critérios técnicos e de disponibilidade. O ideal é que o código seja breve, simples de lembrar e associado de forma evidente à marca ou ao setor de atuação da empresa — afinal, ele será a principal identificação do ativo no mercado.
“Além da função prática, alguns códigos buscam se destacar por originalidade ou até provocar um sorriso no investidor. Isso auxilia na memorização e pode gerar engajamento, especialmente em redes sociais ou entre investidores pessoa física, que são cada vez mais relevantes na base acionária das empresas. É uma maneira criativa de marketing dentro dos limites regulamentares”, destaca Gomes.
O que é selecionado pela empresa são apenas as letras do código, pois os números que formam o código seguem o padrão de tipo de ações, 3 para ações ordinárias e 4 para preferenciais, assim como 11 para fundos, 34 para BDRs e 39 para BDRs de ETFs.
Por que os códigos mudam?
O código escolhido por uma empresa pode ser alterado. Isso ocorre quando o nome de uma empresa de capital aberto é modificado. As alterações de nome e código acompanham reestruturações no modelo de negócios.
Um exemplo recente ilustra o caso: a antiga CSU Cardsystem, empresa de processamento e gestão de meios eletrônicos de pagamento, alterou seu nome para CSU Digital. A empresa nacional, de capital aberto desde 2006, modificou seu código de CARD3 para CSUD3.
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Fonte: Bora investir

