O constante aumento e aprimoramento de mercadorias, a elevada quantidade de informações disponíveis e a maior facilidade de entrada no mundo dos investimentos por meio da tecnologia caracterizaram a trajetória dos investidores no setor financeiro no último ano. É o que os dados da análise mais recente sobre o avanço das pessoas físicas na B3 revelam, referentes a dezembro de 2025.
O fechamento do ano na bolsa contabilizou 5,5 milhões de registros de CPFs em renda variável, demonstrando um crescimento de 4% em relação a 2024. O montante em custódia desses investidores atingiu a cifra de R$ 636,2 bilhões, representando um aumento de 20% em relação aos R$ 528,3 bilhões do ano anterior.
No âmbito da renda variável, os produtos que mais evoluíram foram os ETFs, que são fundos de índices negociados na bolsa. A B3 registrou incrementos significantes: 24% no número de investidores e 49% em posição nesse ativo. Em dezembro de 2025, foram contabilizados 721,7 mil investidores e R$ 26,9 bilhões em custódia, em comparação com os 581,6 mil investidores e R$ 18,1 bilhões em custódia em 2024.
“A B3 e os participantes do mercado têm implementado importantes ações para democratizar e ampliar o acesso a diferentes opções de investimento. Seguimos essa mesma trajetória com os ETFs, buscando acelerar o movimento observado há anos nos mercados desenvolvidos. Isso, sem dúvida, impulsionou o resultado positivo”, declara Felipe Paiva, diretor de Relacionamento com Clientes e Pessoa Física da B3. Atualmente, existem cerca de 180 ETFs sendo negociados na bolsa, incluindo ETFs de renda fixa e de criptomoedas, além de índices de ações nacionais, internacionais e com temáticas ESG. Apenas em 2025, 62 novos ETFs foram listados.
O mercado de ações também experimenta um ciclo favorável. No último ano, o Ibovespa B3, principal índice da bolsa brasileira, registrou 32 recordes e ultrapassou pela primeira vez a marca de 160 mil pontos. Em 2025, 4 milhões de indivíduos investiram em ações no mercado à vista, e o valor custodiado desses ativos foi de R$ 402,7 bilhões, 16% a mais do que em 2024.
Outro segmento que evoluiu no cenário da renda variável foi o dos fundos listados. O número de investidores em FIIs (fundos de investimento imobiliário) ultrapassou 3 milhões em 2025, representando um crescimento de 6,4% em relação ao ano anterior. A posição total, que era de R$ 124 bilhões, aumentou em 14%, alcançando R$ 141,4 bilhões. Os Fiagros (fundos de investimento agroindustrial) cresceram 2% em investidores e 9% em posição total, encerrando o ano de 2025 com 560,5 mil CPFs e R$ 10,5 bilhões.
Renda fixa segue a tendência de crescimento e expansão
A renda fixa também teve um ano positivo no mercado de capitais em 2025. Este segmento registrou a presença de 105,1 milhões de brasileiros (entre investidores e poupadores em produtos digitais), um aumento de 15% em relação aos 90,9 milhões de 2024. O valor em custódia também apresentou um crescimento, passando de R$ 2,4 trilhões em 2024 para R$ 3,03 trilhões em 2025.
Entre os produtos de renda fixa, os CDBs e RDBs tiveram um avanço de 16% em CPFs registrados, totalizando 104,1 milhões. O valor em custódia atingiu R$ 1,5 trilhão, aumento de 29% em relação ao ano anterior. Os produtos de captação bancária (LCIs, LCAs e LCs) apresentaram crescimento de 11% em investidores, totalizando 4 milhões de CPFs, e 22% em valor custodiado, atingindo R$ 1 trilhão.
Os ativos de dívida corporativa (CRIs, CRAs, notas comerciais, debêntures e Letras Hipotecárias) cresceram 13% em número de investidores e 25% em valor custodiado, contabilizando 930,4 mil CPFs e R$ 446 bilhões de posição total. “O amplo leque de opções em diferentes produtos demonstra que estamos vivenciando um ponto crucial no mercado brasileiro, com mais pessoas buscando diversificar suas carteiras, tanto em renda fixa quanto em investimentos na bolsa”, conclui Felipe Paiva.
Tesouro Direto expande sua atuação fora do eixo Rio-São Paulo
O Tesouro Direto encerrou o ano de 2025 com 3,4 milhões de investidores, registrando um aumento de 13% em relação a 2024 e um crescimento de 88% se comparado a 2021, quando os títulos contabilizavam 1,8 milhão de CPFs. O montante total a mercado ficou em R$ 202,4 bilhões e o saldo médio foi de R$ 2,17 mil.
O número de investidores com títulos do Tesouro Direto cresceu 125% nas regiões Norte e Nordeste nos últimos quatro anos. Em 2021, o Nordeste possuía 214,4 mil CPFs com posição em Tesouro Direto. Em 2025, esse número subiu para 482,3 mil pessoas. Na região Norte, a base de investidores aumentou de 58,7 mil em 2021 para 131,9 mil em 2025.
Em termos de distribuição geográfica, as regiões Norte e Nordeste representam, respectivamente, 3,9% e 14,2% do total de investidores de Tesouro Direto no Brasil. Seis em cada dez investidores deste tipo de título são provenientes de estados da região Sudeste (58,9%), 15,3% estão na região Sul e 7,7% pertencem ao Centro-Oeste.
Fonte: Bora investir

