A partir de 2025, o Banco Central estabeleceu as diretrizes do Pix Automatizado. Isso possibilita que o consumidor quite despesas como centro de treinamento, serviços de transmissão online, instituições de ensino, contas de serviços públicos e outras taxas periódicas.
No entanto, qual é a distinção desse novo recurso em relação ao antigo débito automático? A principal mudança ocorreu para as organizações, visto que, no método antigo, era necessário tanto a corporação quanto o consumidor possuírem contas no mesmo banco para viabilizar a cobrança. Com o Pix, essa exigência não se faz mais necessária.
“Previlegiadamente, para assegurar a praticidade da automatização, era crucial que a empresa firmasse um acordo oneroso e complexo com a instituição bancária do cliente, algo que frequentemente apenas estava ao alcance de grandes empresas. Agora, não importa se a quantia está em um banco e o custo mensal do centro de treinamento vai para outro: a transação rotineira via Pix emerge para unir essas esferas de forma imediata e protegida”, relatou Marco Afonso, gestor de empreendimentos da Simplic.
Do ponto de vista do consumidor, o novo recurso pode possibilitar que ele opte por um parcelamento sem necessidade de recorrer ao cartão de crédito ou enfrentar os encargos do crédito rotativo.
“Trata-se da democratização da gestão financeira, todavia com um potencial que o débito tradicional nunca proporcionou: a total rastreabilidade. O ponto crucial do Pix Automatizado é que o usuário tem total liberdade para estabelecer suas regras dentro do app do seu banco, algo que no convênio tradicional era um mistério”, elucidou Afonso.
O Banco Central também introduziu em 2024 a vertente do Pix programado, onde o próprio cliente necessita programar os pagamentos. A CPFL foi a primeira empresa de energia a adotar essa modalidade. A companhia cessou a aceitação de registros no débito automático desde o começo de fevereiro e irá migrar seus 1,8 milhão de clientes para o Pix Automatizado ao longo de 2026.
Como concretizar o Pix Automatizado na prática?
Inicialmente, a companhia encaminha uma solicitação de autorização que surge diretamente no aplicativo bancário. Não é requerido digitar um código ou preencher qualquer formulário. Apenas o cliente precisa acessar a seção do Pix, revisar os termos e confirmar a autorização.
Além disso, o aplicativo do banco irá possibilitar a definição de um limite máximo por transação. Isso representa uma proteção contra situações inesperadas. Caso a conta de eletricidade, que usualmente totaliza R$ 150, tente debitar R$ 500, a operação é bloqueada, e o cliente é alertado para averiguar.
Após a autorização concedida, o sistema realiza o restante. Todo mês, na data acordada, o montante é debitado 24 horas por dia, 7 dias por semana, até mesmo em feriados.
“Essa novidade elimina a apreensão do vencimento em dia não útil. Ademais, o histórico completo fica ao alcance. Se o cliente desativar um serviço, pode revogar a autorização em instantes pelo celular, garantindo que não ocorrerá cobranças indevidas no mês seguinte”, completa o especialista.
*Artigo inicialmente veiculado em IstoÉ Dinheiro, parceiro de B3 Bora Investir
Fonte: Bora investir

