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    Início - Notícias - Entenda Por Que o Mercado Não Espera Redução da Selic em Janeiro Apesar da Queda da Inflação
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    Entenda Por Que o Mercado Não Espera Redução da Selic em Janeiro Apesar da Queda da Inflação

    MorelliBy Morelli11 de dezembro de 2025Updated:28 de dezembro de 2025Nenhum comentário8 Mins Read
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    A determinação da Junta de Decisão Monetária (JDM) do Banco Nacional (BN) de manter a Selic em 15% ao ano nesse meio da semana (10) surgiu, mais uma vez, acompanhada da declaração de que a política monetária permanecerá “em nível consideravelmente restritivo por um período bastante prolongado”.

    Uma fração do mercado previa uma diminuição na próxima reunião, no desfecho de janeiro do próximo ano, expectativa que foi reforçada após o líder do BN, Gabriel Galípolo, afirmar em um encontro que a frase não é renovada a cada nova reunião, visto que ela aparece nos comunicados mais recentes, abrindo margem para a interpretação de que o ‘período bastante prolongado’ poderia estar próximo do fim.

    Essa expectativa em janeiro também recebeu estímulo com os dados mais atuais do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor – Amplo), indicador que mensura a inflação oficial do território. No próprio meio da semana, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou que o IPCA teve aumento de 4,46% nos 12 meses até novembro. A cifra em 12 meses foi inferior ao limite máximo da meta pela primeira vez em pouco mais de um ano.

    No levantamento anterior, o IPCA assinalava 4,15% no ano e a 4,50% em 12 meses. Além disso, a pesquisa Focus mais recente do BN indicava a perspectiva do mercado para a inflação reduzindo, com projeção de encerramento deste ano com alta de 4,40%. A meta é de 3% ao ano, com margem de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

    A taxa de juros é a ferramenta principal de política monetária para controle da inflação. De modo geral, nível mais elevado dos juros arrefece a atividade econômica e diminui a trajetória de elevação dos preços.

    Mas o comunicado que acompanhou a determinação desse meio da semana reforça agora a concepção daqueles que apostavam no início do relaxamento nos juros somente a partir da segunda reunião de 2026, em março. Em geral, analistas consideraram que o tom da JDM foi mais enérgico (hawkish) do que se aguardava, visto que a previsão era de que a JDM deixasse já aberta a possibilidade de diminuição dos juros para os próximos meses.

    “Porém ele não realizou isso. Pelo contrário. Esse tom enérgico adia para março a possibilidade de diminuição. Isso faz com que a chance de diminuir os juros na próxima reunião de janeiro seja descartada. Primeiramente o Comitê terá que, na reunião de janeiro, necessitar ajustar a linguagem, e terá que justificar essa possibilidade de diminuição dos juros para mais adiante, para março”, afirma Marcelo Bolzan, planejador financeiro e sócio da The Hill Capital.

    Outro ponto está na avaliação da Junta sobre o cenário interno, especialmente a inflação, que ainda persiste resiliente no âmbito de serviços. Apesar de admitir que a inflação total recuou, o grupo aponta que o IPCA, indicador oficial que calcula a inflação do território, ainda permanece acima do centro da meta, que é de 3%, podendo alcançar até 4,5% em 12 meses.

    “A meta não é o limite superior. O limite foi estabelecido para que, dado que (a inflação) apresenta variações… criou-se um ‘amortecimento’ para mitigar possíveis flutuações. Mas de forma alguma a meta é de 4,5%”, declarou Galípolo durante conversa na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado no desfecho de novembro. “Tenho que perseguir uma meta de inflação de 3%”, reforçou o chefe do BN.

    “Apesar de haver o reconhecimento de um avanço no arrefecimento da atividade, na baixa da inflação, a estratégia do Banco Central continua a mesma. Há um reconhecimento de que as coisas estão evoluindo na direção necessária. Nossa conclusão é de que a comunicação do BN segue na direção de que cortes de juros somente a partir de março de 2026”, diz Rafael Cardoso, economista-chefe do Daycoval.

    Detalhes da comunicação da JDM

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    1 Detalhes da comunicação da JDM
    2 Possivelmente em janeiro
    3 Leia o texto completo do comunicado da JDM

    Os analistas também destacaram ‘ajustes leves’ no texto do comunicado comparado ao anterior, porém que, apesar de alterações sutis, transmitem informações relevantes para a interpretação acerca das considerações da Junta.

    “Houve ajustes leves na sinalização, com a introdução da ideia de ‘integral’ ao mencionar ‘estratégia em andamento’, e a troca de ‘suficiente’ por ‘adequada’, o que sugere maior confiança na estratégia [de juros mais altos]”, aponta Natalie Victal, economista-chefe da SulAmerica Investimentos.

    “A substituição do termo ‘suficiente’ por ‘adequada’ não é banal”, reforça José Márcio Camargo, economista-chefe da Genial Investimentos. “Na reunião anterior, a Junta entendia que 15% eram suficientes. Agora, considera que este é o nível que deve ser mantido — o patamar adequado — sem sugerir a necessidade de elevação adicional. O balanço de riscos foi reiterado por completo, sem qualquer alteração, mantendo o entendimento que sustenta a taxa de juros em 15% ao ano”, afirma.

    Para Camargo, o tom geral do comunicado é firme e indica, “com clareza”, que é muito improvável que o processo de redução da taxa de juros seja iniciado em janeiro. “Como não houve qualquer indicação nesse sentido, o cenário mais esperado é que o ciclo possa começar em março — desde que, em janeiro, a Junta dê indícios de que essa será a data apropriada”.

    Possivelmente em janeiro

    A economista-chefe do Inter, Rafaela Vitoria, discorda dos colegas sobre quando os cortes podem começar, assim como a economista do BTG Pactual, Iana Ferrão. Ambas veem a possibilidade já na próxima reunião em janeiro.

    “A Junta tem reiterado que a decisão de janeiro será orientada pelo conjunto de dados a ser divulgado até lá. Nosso cenário futuro considera a continuidade da desaceleração da atividade [econômica], já visível nos setores mais cíclicos, assim como moderação adicional do mercado de trabalho e dos núcleos de inflação. Nesse contexto, entendemos que as condições para o início da flexibilização estarão preenchidas em janeiro de 2026”, diz Ferrão.

    Rafaela Vitoria, do Inter, também mantém a perspectiva de início da flexibilização a partir de janeiro de 2026, porém condicionada a uma evolução positiva do cenário, que seria de nova queda da inflação nos próximos meses. “Com a atividade desacelerando, deve resultar em novas revisões de baixa das expectativas e abrir espaço para o início dos cortes no início de 2026.”

    Leia o texto completo do comunicado da JDM

    O ambiente externo ainda permanece incerto devido à conjuntura e à política econômica nos Estados Unidos, com impactos nas condições financeiras globais. Esse cenário requer cautela por parte de nações emergentes em um ambiente marcado por tensões geopolíticas.

    Em relação ao cenário interno, o conjunto dos indicadores segue apresentando, como esperado, tendência de moderação no crescimento da atividade econômica, como observado na última divulgação do PIB, enquanto o mercado de trabalho mostra resistência. Nas divulgações mais recentes, a inflação total e as medidas subjacentes continuaram apresentando certo arrefecimento, porém mantiveram-se acima da meta para a inflação.

    As expectativas de inflação para 2025 e 2026 apuradas pela pesquisa Focus continuam em valores acima da meta, situando-se em 4,4% e 4,2%, respectivamente. A projeção de inflação da JDM para o segundo trimestre de 2027, atual horizonte relevante de política monetária, situa-se em 3,2% no cenário de referência (Tabela 1).

    Os riscos para a inflação, tanto para cima quanto para baixo, seguem mais elevados do que o habitual. Entre os riscos para cima para o cenário inflacionário e as expectativas de inflação, destacam-se (i) uma desvinculação das expectativas de inflação por período mais prolongado; (ii) uma maior resistência na inflação de serviços do que a prevista devido a um hiato do produto mais positivo; e (iii) uma junção de políticas econômicas externas e internas que tenham impacto inflacionário maior do que o esperado, por exemplo, por meio de uma taxa de câmbio persistentemente mais desvalorizada. Entre os riscos para baixo, ressaltam-se (i) uma possível desaceleração da atividade econômica interna mais acentuada do que a prevista, com impactos sobre o cenário de inflação; (ii) uma desaceleração global mais pronunciada decorrente do choque de comércio e de um cenário de maior incerteza; e (iii) uma redução nos preços das commodities com efeitos desinflacionários.

    A Junta segue acompanhando os anúncios referentes à imposição de tarifas comerciais pelos EUA ao Brasil, e como os desenvolvimentos da política fiscal interna impactam a política monetária e os ativos financeiros, reforçando a postura de cautela em um cenário de maior incerteza. O cenário continua sendo marcado por expectativas desvinculadas, projeções de inflação elevadas, resistência na atividade econômica e pressões no mercado de trabalho. Para garantir a convergência da inflação para a meta em um ambiente de expectativas desvinculadas, exige-se uma política monetária em nível consideravelmente restritivo por um período bastante prolongado.

    A JDM decidiu manter a taxa básica de juros em 15,00% a.a., e entende que essa decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante. Sem prejudicar seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e estímulo do pleno emprego.

    O cenário atual, marcado por elevada incerteza, requer cautela na condução da política monetária. A Junta avalia que a estratégia em andamento, de manutenção do nível corrente da taxa de juros por um período bastante prolongado, é adequada para garantir a convergência da inflação para a meta. A JDM enfatiza que continuará vigilante, que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados e que, como de praxe, não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso julgue apropriado.

    Votaram por essa decisão os seguintes membros da Junta: Gabriel Muricca Galípolo (presidente), Ailton de Aquino Santos, Diogo Abry Guillen, Gilneu Francisco Astolfi Vivan, Izabela Moreira Correa, Nilton José Schneider David, Paulo Picchetti, Renato Dias de Brito Gomes e Rodrigo Alves Teixeira.

    *Artigo originalmente publicado em IstoÉ Dinheiro, portal parceiro de Bora Investir

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    Fonte: Bora investir

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    Morelli é mentor de posicionamento digital, estrategista de autoridade e trader profissional. Atua formando criadores de conteúdo e operadores de mercado com clareza, direção e resultados reais. Seu trabalho combina mentalidade, técnica e presença digital para transformar talentos em referências.

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