Não apenas o registros do Bovespa e do IDIV enquanto índices, algumas ações individualmente alcançaram seus picos históricos recentemente. Conforme pesquisa da Elos Ayta Consultoria revela que um total de 27 ações de setores diversos atingiram seus topos na semana passada de novembro.
Fora os máximos históricos do Bovespa e do IDIV enquanto índices, algumas ações individualmente chegaram às suas elevações históricas nos últimos dias. Conforme pesquisa da Elos Ayta Consultoria revela que um total de 27 ações de diferentes setores atingiram seus ápices na última semana de novembro.
O recorde máximo resultante de um ambiente mais favorável para riscos, mudanças de fluxos entre setores e percepções divergentes sobre atividade econômica e juros – com isso, 18 ações pertencentes ao Bovespa e 16 componentes do IDIV atingiram seus picos, sendo que sete delas estão presentes em ambos os índices.
A distribuição por setores indica uma movimentação dispersa: instituições financeiras e empresas de energia totalizam seis ações cada, seguidas por empresas de construção, com quatro. Telecomunicações, companhias imobiliárias e outros setores completam o grupo, demonstrando que o avanço não se limitou a poucos segmentos.
No acumulado de 2025 até 28 de novembro, as empresas de incorporação lideram os lucros: Lavvi acumulou 155,48%, Cury registrou 140,17%, JHSF atingiu 122,99% e Cyrela marcou 120,01%.

O avanço acompanha a redução das taxas de juros, o incremento mais expressivo das vendas e um ambiente mais propício para o crédito imobiliário. Este cenário tende a favorecer empresas com histórico sólido nesse mercado.
Fora desse conjunto, Copasa (110,58%), BTG Pactual (102,64%) e Axia Energia (100,73%) registraram ganhos acima de três dígitos ao longo do ano.
O peso das instituições financeiras e das empresas de energia impulsionou os índices para cima, uma vez que esses setores representam grande parte das carteiras do Bovespa e do IDIV.
No setor financeiro, Itaú (ITUB3 e ITUB4), BR Partners, ABCB4, Santander e BTG Pactual atingiram seus níveis mais elevados no período, em um movimento que indica melhora de crédito, aumento de margens e resultados mais robustos.
No ramo de energia, o avanço se disseminou entre empresas de transmissão, geração e distribuição – caso da ISA Energia, Energisa, Axia Energia, CPFL e Equatorial — respaldado pela redução das taxas de juros, o que tende a atrair investidores em busca de retorno.
A maior parte dos recordes foi estabelecida no mesmo dia em que os principais índices renovaram suas marcas: 20 das 27 ações alcançaram o ápice em 28 de novembro. Outras três atingiram o pico em 27 de novembro, e quatro no dia 26. A proximidade das datas sugere um forte influxo de compradores no fechamento do mês.
Setores além do centro tradicional da bolsa de valores também marcaram presença nesse movimento. Tim e Telefônica, Vulcabras e Vivara, além de Tegma, Multiplan e Syn PropTec, avançaram juntamente com o restante do mercado.
Esta disseminação do avanço aponta para uma transição para um movimento mais amplo, comum em momentos de alterações no cenário macroeconômico, de acordo com a Elos Ayta Consultoria.
Bovespa sobe mais de 32% no ano
Com esses movimentos, o Bovespa acumulou alta de 32,25% em 2025 até 28 de novembro, enquanto o IDIV subiu 28,11%. O desempenho ganhou destaque principalmente com bancos e empresas de energia, conhecidos por distribuir dividendos de forma regular. Novembro marcou uma mudança no comportamento da bolsa de valores ao longo do ano, abrindo espaço para revisões de fluxo e estratégias de alocação no mercado interno.
*Texto originalmente publicado em IstoÉ Dinheiro, portal parceiro de Bora Investir
Deseja simular investimentos no Tesouro Direto? Acesse o simulador e confira os possíveis rendimentos da sua aplicação. Se já é investidor e quer avaliar todos os seus investimentos, gratuitamente, em um só local, acesse a Área do Investidor.
Fonte: Bora investir

