A Taxa Nacional de Custos ao Comprador Largo (IPCA), a inflação oficial do território, aumentou para 0,88% em março, em oposição à taxa de 0,70% registrada em fevereiro, comunicou nesta sexta-feira, 10, o IBGE.
No decorrer de 12 meses, o índice subiu para 4,14%, acima dos 3,81% observados no intervalo de 12 meses anteriores, quando o IPCA se situou abaixo de 4% pela primeira vez na janela de um ano desde maio de 2024.
O desempenho ocorreu acima das expectativas. Uma investigação da Reuters indicou que a previsão de analistas era de elevação de 0,77% em março, acumulando em 12 meses alta de 4%.
Resultados pela guerra e disparada do petróleo
A subida no mês de março foi impulsionada pelos valores dos agrupamentos Deslocações e Nutrição e bebidas que, juntos, representaram 76% do IPCA de março, representando o efeito das incertezas no cenário global em meio ao confronto do Oriente Médio e disparada do preço do petróleo.
No Transportes, o incremento mais significativo foi o da gasolina (4,59%), com impacto de 0,23 pontos percentuais na inflação do mês. Outras altas ocorreram em bilhete aéreo (6,08%) e óleo diesel (13,90%), apesar dos menores impactos, devido aos menores pesos desses itens no índice total.
Entre os mantimentos, as principais pressões foram nos preços do leite ultrapasteurizado (11,74%) e tomate (20,31%).
Segundo Fernando Gonçalves, gestor da análise, “no agrupamento alimentação, peculiarmente na alimentação em casa, a aceleração no nível de valores foi mais perceptível, com a subida de 1,94%, a maior desde abril de 2022 (2,59%), combinando efeitos de redução de oferta de alguns produtos com altas do frete, em decorrência dos combustíveis mais caros”.
Objetivo de custos e prognósticos
O meio do objetivo oficial para a inflação é de 3%, constantemente com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos
Conforme o último informe Focus do Banco Central, a projeção para o IPCA ao desfecho de 2026 subiu de 4,31% para 4,36%. Antes do início do confronto, os analistas projetavam inflação abaixo de 4% neste ano.
“A despeito de a inflação ter ultrapassado as expectativas em intensidade e composição, entendemos que o desempenho deve ser analisado com cautela, dado o peso do confronto global. Preliminarmente nossa projeção para o IPCA de 2026 se elevou de 4,7% para 4,8%”, apreciou Guilherme Sousa, da Ativa Investimentos.
Objetivo de custos e prognósticos
O meio do objetivo oficial para a inflação é de 3%, constantemente com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos
Conforme o último informe Focus do Banco Central, a projeção para o IPCA ao desfecho de 2026 subiu de 4,31% para 4,36%. Antes do início do confronto, os analistas projetavam inflação abaixo de 4% neste ano.
*Artigo publicado originalmente em IstoÉ Dinheiro, parceiro de B3 Bora Investir
Fonte: Bora investir

