Por volta de 92 mil titulares ainda não deram início junto ao FGC (Fundo Garantidor de Crédito) ao trâmite para requerer o reembolso referente aos aportes efetuados no Banco Master e que permaneceram congelados após a liquidação realizada pelo Banco Central em novembro de 2025.
No dia 6 do mês passado, o FGC comunicou que mais de 170 mil credores ainda não tinham recebido restituição, entretanto, a maioria dos investidores já foi devidamente ressarcida. Dos cerca de 800 mil credores existentes, 628 mil já obtiveram os valores investidos na instituição bancária de Daniel Vorcaro, ou seja, 81% do total. Em termos monetários, foram desembolsados R$ 36 bilhões em ressarcimentos, correspondendo a 89% do montante de R$ 40 bilhões que devem sair dos cofres do FGC.
FGC adverte sobre práticas ilícitas relacionadas a indenizações do Banco Master
Os pagamentos tiveram início em 19 de janeiro. De acordo com o Fundo Garantidor, aproximadamente 3,9 mil solicitações estão sendo processadas a cada hora. “É crucial que as pessoas mantenham atentas as notificações do aplicativo para serem avisadas sobre a necessidade de alguma ação para o avanço de seu processo”, afirma o FGC.
No desfecho de janeiro, o FGC divulgou que medidas de segurança e procedimentos adotados para prevenir fraudes podem prolongar o prazo para a efetivação do reembolso aos credores do Banco Master.
O FGC salientou, naquela ocasião, que a validação de identidade e a liberação dos pagamentos de uma parcela dos titulares passarão por fases adicionais de verificação, e essa verificação adicional pode demandar mais tempo. Os pagamentos tiveram início na tarde de 19 de janeiro de 2026, dois meses após a determinação de liquidação do Master pelo Banco Central.
Conforme o FGC, esse processo de pagamentos tem se intensificado desde então, “após ajustes de parâmetros que possibilitaram melhorias de desempenho nos sistemas. As equipes técnicas continuam monitorando constantemente os sistemas e implementando ajustes para que os pagamentos possam ser realizados com a maior agilidade possível”.
Segundo o Fundo Garantidor, não há um prazo legal definido para os pagamentos das garantias, “porém nos empenhamos ao máximo para que ocorram o mais brevemente possível”.
Embora a seção de Perguntas Frequentes mencione o prazo médio estimado de dois dias úteis, a contar da conclusão da solicitação pelo credor, esses prazos são estimativas operacionais, embasadas na experiência do FGC em liquidações anteriores.
“O FGC reitera que essas medidas visam proteger os titulares e evitar que tentativas de golpes possam prejudicar o patrimônio do FGC, em detrimento do bem-estar coletivo proporcionado pelo mecanismo de proteção”, declara o comunicado.
Relativamente ao Will Bank, o FGC calcula que serão desembolsados R$ 6,3 bilhões em garantias. Os pagamentos terão início após o recebimento da base de titulares, que será consolidada pelo liquidante, com auxílio do FGC.
Como requerer o pagamento
O procedimento para requerer o montante investido engloba o download do app do FGC, o cadastro e o acompanhamento das notificações com as instruções da entidade. Algumas corretoras de investimento, como a XP, já comunicaram aos investidores sobre a disponibilidade de solicitação de garantia dos ativos emitidos pelo Banco Master, diretamente pelo app do FGC.
Ao expressar interesse no recebimento e assinar eletronicamente o termo de solicitação, o valor ao qual o investidor tem direito será transferido para a conta indicada em até dois dias úteis. Para pessoas jurídicas, a solicitação de garantia deve ser efetuada exclusivamente pelo site do FGC. Todas as etapas necessárias para a solicitação foram disponibilizadas no site do FGC.
Para corporações credoras, o representante da empresa deve solicitar a garantia do FGC pelo Portal do Investidor. Após o preenchimento das informações, será enviado um e-mail com os passos necessários. O pagamento é realizado via transferência para uma conta-corrente ou poupança, de mesmo CNPJ, em nome da empresa.
De acordo com o FGC, o montante total de pagamentos chega a R$ 40,6 bilhões, diferente da estimativa de R$ 41 bilhões. Ao todo, cerca de 800 mil investidores serão beneficiados, número consideravelmente menor que a projeção anterior de 1,6 milhão. A cobertura do fundo tem um limite de até R$ 250 mil por investidor e por instituição financeira. O FGC possui liquidez de R$ 125 bilhões.
*Reportagem originalmente publicada em IstoÉ Dinheiro, parceiro de B3 Bora Investir
Fonte: Bora investir

