O Relatório Focus divulgado hoje (20), pelo Banco Central (BC), revela que o mercado aumentou ainda mais a estimativa para a elevação de preços no final de 2026 e também enxerga uma redução menor na taxa principal de juros (Selic) até o término deste e do próximo ano.
A previsão para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – a inflação oficial do país – subiu de 4,71% para 4,8% em 2026, acima do máximo da meta. O centro da meta oficial para a inflação é de 3%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.
Antes do início do conflito no Oriente Médio, os analistas projetavam inflação inferior a 4% neste ano.
A estimativa para 2027 foi ajustada de 3,91% para 3,99% ao ano, fora do centro da meta.

Selic, de acordo com o Focus
No que se refere à Selic, o mercado passou a prever juros a 13% ao final do ano, em vez dos 12,5% anteriormente precificados. Para o término de 2027, a expectativa passou de 10,5% para 12%. A Selic está atualmente em 14,75%.
A pesquisa do BC indica que os especialistas aguardam um corte de 0,25 ponto percentual na Selic na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) agendada para os dias 28 e 29 de abril, embora agora esperem uma redução de igual magnitude na reunião subsequente, em junho, em vez da expectativa anterior de um corte de 0,50 ponto percentual.
Produto Interno Bruto (PIB) e moeda estrangeira
No que tange ao Produto Interno Bruto (PIB), a previsão de crescimento para 2026 aumentou de 1,85% para 1,86% e foi mantida em 1,80% para 2027.
Em relação à cotação do dólar, a previsão do Focus para o câmbio agora é de R$ 5,30 no final de 2026 e R$ 5,35 no término de 2027, ante R$ 5,40 e R$ 5,45, respectivamente, da semana anterior.
O dólar encerrou a semana anterior com seu menor valor desde março de 2024, acumulando uma queda de 0,53% na semana e 9,21% no ano.
As adaptações nas estimativas ocorrem em meio ao conflito entre os EUA e Israel contra o Irã, iniciado no final de fevereiro, e que resultou no fechamento do Estreito de Ormuz, via marítima por onde passa um quinto do comércio global de petróleo. O embate abalou os mercados financeiros e gerou apreensões inflacionárias ao redor do mundo.
*Artigo original disponível em IstoÉ Dinheiro, portal parceiro de Bora Investir
Fonte: Bora investir

