O Bitcoin segue em declínio neste dia de sexta-feira (19), aumentando as quedas observadas desde a quarta-feira após a decisão do Federal Reserve de manter as taxas nos Estados Unidos e as declarações do presidente da entidade, Kevin Warsh, que contribuíram para reforçar a percepção do mercado sobre a possível alta das taxas ainda neste ano.
Neste momento, o Bitcoin apresenta uma redução de 2,3%, sendo negociado a US$ 62.423 em um período de 24 horas, encaminhando-se para encerrar a semana com uma desvalorização de 2%. Em moeda nacional, a principal criptomoeda mundial estava cotada a R$ 323.051, de acordo com informações do Portal do Bitcoin. O Ethereum, por outro lado, registra uma queda de 2,9% a US$ 1.687. Enquanto o XRP cai 3,9%, a Solana tem uma diminuição de 4,3% e a BNB recua 3%.
A pressão decorreu de um declínio generalizado nos mercados. As bolsas globais tiveram queda ontem em um dia de negociações com volume baixo devido ao feriado desta sexta-feira, com os mercados dos EUA, China, Hong Kong e Taiwan fechados, e um índice de ações asiáticas caindo 0,6% após cinco dias seguidos de alta recorde.
Tudo isso ocorreu após o Fed manter as taxas nos EUA, porém as projeções de seus membros se alteraram, eliminando a indicação de possíveis cortes nas taxas, rumo a uma possível elevação ainda neste ano. Os contratos futuros dos Fed Funds agora precificam aumentos de 50 pontos-base nas taxas de juros nos próximos seis meses. Até janeiro de 2027, os mercados esperam que as taxas nos EUA atinjam a faixa entre 4,00% e 4,25%.
Enquanto isso, o petróleo Brent estava sendo negociado em cerca de US$ 79 por barril, registrando uma queda de aproximadamente 9% na semana, com o retorno do transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz, conforme estabelecido no acordo entre EUA e Irã, reduzindo o impacto histórico na oferta do produto.
Agora a atenção se volta para as negociações a respeito do programa nuclear iraniano, com o vice-presidente JD Vance declarando que o prazo de 60 dias para a definição dos detalhes do acordo teve início. A grande incógnita que paira sobre o mercado é para onde esse ciclo se direciona e se as criptomoedas alternativas, que geralmente se valorizam no desfecho de um período de alta, terão sua oportunidade.
Michael Egorov, fundador da Curve Finance, comunicou ao CoinDesk que acredita que o Bitcoin está se portando de maneira distinta neste ciclo devido à aprovação dos ETFs logo antes do halving de 2024, o evento que acontece aproximadamente a cada quatro anos e reduz a taxa de emissão de novos bitcoins, atraindo uma demanda institucional anteriormente inexistente e rompendo com o padrão anterior.
Ele afirmou que a energia especulativa que antes se concentrava nas criptomoedas alternativas foi redirecionada para “memecoins inúteis” logo após a liberação dos ETFs.
Seu conselho para os desenvolvedores é explícito. Eles “não devem contar com nenhuma valorização das criptomoedas alternativas por pelo menos mais 3 anos”, mencionou Egorov, e devem concentrar-se na tokenomics, que vincula o valor de um token à receita real do projeto, em vez de focar apenas no hype.
Essa análise se encaixa na situação atual. Deixando de lado a empolgação, o mercado estava predominantemente em baixa, os ETFs de Dogecoin estão acumulando quase nenhum ganho e o capital em circulação continua favorecendo o Bitcoin em detrimento de outras criptomoedas.
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Fonte: Portal do Bitcoin

