Quem tem o desejo de adquirir um carro próprio e opta por investir para alcançar esse fim precisa se organizar, especialmente se o objetivo é obter o veículo já em 2026. Com a elevação da taxa Selic, parcelar a compra de um automóvel novo pode se tornar ainda mais dispendioso. Aqueles que não têm pressa para adquirir o veículo podem aplicar o dinheiro e aproveitar o rendimento dos juros, ao invés de pagar por eles em um financiamento.
Qual é o valor de um carro
Os automóveis novos mais econômicos no mercado brasileiro têm preço a partir dos R$ 80 mil. Ampliando o orçamento até os R$ 150 mil, o consumidor consegue encontrar mais alternativas. Investindo um pouco menos do que o valor final do carro é viável chegar ao montante necessário para comprar o veículo dentro de 12 meses graças ao efeito dos juros compostos (ou juros sobre juros). Isso significa que o rendimento ocorre sobre o dinheiro aplicado, além dos juros, mês a mês.
Onde aplicar para adquirir um carro
“Para obter um carro novo em 2026 — um prazo extremamente reduzido — o recomendado é adotar uma estratégia conservadora”, afirma Harrison Gonçalves, CFA Charterholder e membro do CFA Society Brazil. Ele indica uma composição de aproximadamente 60% em CDBs com liquidez diária emitidos por bancos de grande porte e 40% em fundos de crédito privado high grade, com liquidez de até cinco dias.
“O intuito dessa verba não deve ser buscar grandes retornos, e sim preservar o capital, mantendo crescimento positivo acima do CDI, ainda que ligeiramente. Trata-se de um plano conservador, portanto o retorno esperado não é elevado — tal como o risco também não é”, menciona Gonçalves.
Outras alternativas similares na renda fixa são:
- Título Público atrelado à Selic: têm baixa volatilidade. Com a taxa Selic elevada, em 15% ao ano, é um título com retornos atrativos nesse momento.
- Certificados de Depósito Bancário com liquidez diária: Propiciam retornos superiores à poupança, especialmente os emitidos por instituições financeiras sólidas.
- Fundos de renda fixa conservadores: Possuem taxas de administração reduzidas e oferecem diversificação por investirem em diferentes produtos do mercado de renda fixa.
- Letras de Crédito Imobiliário e Letras de Crédito do Agronegócio: São isentas do Imposto de Renda e pagam cerca de 85% do CDI;
- Contas remuneradas em bancos digitais: Disponibilizam rentabilidade automática acima de 100% do CDI.
Quanto investir
É viável diminuir o custo de um carro novo por meio de aplicações que geram lucro e fazem o capital trabalhar a favor do investidor.
Cenário 1: Aplicação única na renda fixa
Para aqueles que possuem alguma reserva guardada, é viável chegar a R$ 150 mil em 12 meses investindo em produtos de renda fixa, como o Título Público atrelado à Selic. Levando em consideração a Selic atual de 15% ao ano, uma pessoa que aplicar R$ 134 mil de uma só vez, em dezembro de 2025, terá R$ 151.134 para sacar em dezembro do ano seguinte – já deduzidas as taxas e o imposto de renda, segundo a calculadora do Tesouro Direto.
Cenário 2: Investindo mensalmente na renda fixa
Considerando que o investidor não possui nada no momento, ele precisaria aplicar aproximadamente R$ 11 mil por mês ao longo de 12 meses para chegar ao final de 2026 com R$ 150 mil. Isso significa acumular R$ 144 mil com as aplicações e receber R$ 6 mil em rendimentos, levando em conta também o Título Público atrelado à Selic.
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Fonte: Bora investir

