A área de Contratos de Ações (Stocks, ETFs, and BDRs) e do Índice Bovespa na B3, a bolsa do Brasil, teve um início vigoroso em 2026, com uma sequência de marcos de liquidez e volume alto, refletindo o progresso do ambiente para gestão de riscos, proteção de portfólio e implementação de diferentes estratégias.
No ano de 2025, o mercado de Contratos mensais e semanais de Ações já havia finalizado o ano com um recorde histórico de ADTV de R$ 687 milhões (comparado a R$ 658 milhões em 2022), sendo R$ 637 milhões em Contratos mensais e R$ 50 milhões em Contratos semanais.
No primeiro período de dois meses de 2026, a área continuou com a aceleração, registrando novos picos tanto nos vencimentos mensais quanto semanais. Entre os tipos de investidores, os estrangeiros lideram com 55% do volume de transações, seguidos pelas pessoas físicas com 30%, enquanto os institucionais representam os 15% restantes.
“Os recordes recentes em Contratos refletem uma transformação estrutural no mercado brasileiro: o investidor está utilizando derivativos de maneira mais frequente e estratégica, integrando esses instrumentos à gestão de risco e à composição de portfólio, e não apenas em períodos de pressão. A combinação de maior liquidez, extensão dos prazos de vencimento e o avanço de todo o ecossistema têm impulsionado esse movimento. Os dados também indicam uma clara demonstração de sofisticação, na qual os Contratos deixam de ser um produto de nicho e passam a desempenhar um papel central em várias estratégias dos investidores”, observa Renato Munhoz, coordenador de Derivativos de Ações na B3.
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Em fevereiro, os Contratos mensais de Ações atingiram o recorde histórico de R$ 1,2 bilhão em volume médio diário de negociação (ADTV), ultrapassando janeiro, mês em que essa classe de derivativos superou pela primeira vez a marca de R$ 1 bilhão.
Para os Contratos semanais de Ações, os dois primeiros meses do ano também estabeleceram recordes: em janeiro, o ADTV atingiu R$ 113 milhões (em comparação com R$ 83 milhões em novembro de 2025). Já em fevereiro, houve novo recorde, com ADTV de R$ 138 milhões.
Tanto para os Contratos mensais quanto os semanais, o dia 13 de fevereiro foi simbólico: no total, os Contratos de Ações (Stocks, ETFs e BDRs) registraram volumosos R$ 2,7 bilhões (em relação a R$ 1,9 bilhão em 20/01/2022), sendo R$ 1,7 bilhão em Contratos mensais e R$ 1 bilhão em Contratos semanais — que atingiram, nesse dia, seu novo recorde de volume financeiro.
Contratos de Índice Bovespa também avançam e alcançam recorde
Os Contratos de Índice Bovespa também apresentaram excelente desempenho e atingiram, em 23 de fevereiro, recorde de volume financeiro de R$ 1,6 bilhão, R$ 200 milhões acima do máximo anterior (R$ 1,4 bilhão em 22/08/2024). No acumulado do bimestre, o produto registrou volumes significativos: ADTV de R$ 242 milhões em janeiro de 2026 e R$ 335 milhões em fevereiro de 2026, muito acima do ADTV de 2025, que foi de R$ 94 milhões.
Fonte: Bora investir

