A Batalha no Irã e a ampliação das tensões globais têm agitado os mercados recentemente, com repercussões nas carteiras dos investidores. O confronto no Oriente Médio resultou no aumento dos valores do petróleo e, apesar dos esforços dos outros países, como o anúncio de liberação conjunta de reservas de barris de petróleo, causou um efeito dominó: com a elevação da cotação da mercadoria, a instabilidade também cresce, impactando expectativas de taxas de juros futuras em todo o mundo. Dentro desse contexto, para aqueles que investem em Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs), os efeitos não derivariam do conflito em si, mas das consequências macroeconômicas resultantes do aumento da tensão a nível global.
Primeira consequência: Petróleo
O primeiro resultado da Batalha no Irã e do bloqueio do Estreito de Ormuz é o aumento no valor do petróleo. Na última segunda-feira, os preços chegaram a subir mais de 20%, levando o preço a US$120 por barril, o maior nível desde junho de 2022, logo após o início da invasão da Rússia na Ucrânia.
Neste momento, com a confronto no Oriente Médio e a interrupção sem precedentes na produção mundial de petróleo, os preços subiram novamente, já que nações da região começaram a diminuir a produção. Os valores desaceleraram nos últimos dias, mantendo-se em torno de US$100 por barril, após anúncios de medidas para estabilizar o mercado energético. 32 países da Agência Internacional de Energia (AIE) devem liberar 400 milhões de barris de petróleo, a maior liberação conjunta de reservas estratégicas da história.
Segunda consequência: Inflação
O perigo é que um choque de oferta, com o aumento no valor do barril de petróleo, resulte em aumento nos preços de transportes e energia, pressionando as cadeias produtivas mundiais. Essa situação poderia levar a uma maior pressão inflacionária. O encarecimento dos custos na economia pode tornar a desaceleração do processo inflacionário mais lenta, o que modifica as expectativas de política monetária ao redor do mundo.
No âmbito nacional, nesta quinta-feira (12), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou a inflação oficial de fevereiro, que atingiu 0,70% no mês, 0,37 ponto percentual (p.p.) acima da taxa de 0,33% registrada em janeiro. Com esse resultado, o índice acumula um incremento de 3,81% em 12 meses, abaixo dos 4,44% dos 12 meses anteriores. Entretanto, as previsões para a desaceleração nos próximos meses podem ser revistas com um possível aumento em produtos ligados ao setor de transportes.
Terceira consequência: Juros
O Comitê de Política Monetária (Copom) optou nesta quarta-feira (18) pela diminuição da taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano. É a primeira redução dos juros brasileiros em 2 anos e a decisão foi unânime entre os diretores do Banco Central.
Alterações nas perspectivas de juros e FIIs
Qual a atitude a ser tomada neste contexto?
*Artigo originalmente publicado em ClubeFII, parceiro de B3 Bora Investir
Fonte: Bora investir

