O início de 2026 não acarretou em despesas adicionais na fatura de eletricidade dos brasileiros, devido à introdução da bandeira verde. Desde maio de 2025, a cobrança de energia na fatura de luz era acompanhada pela aplicação das bandeiras amarela, vermelha patamar 1 ou vermelha patamar 2, determinadas mensalmente pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
A escolha da bandeira verde representa um alívio comparativamente à bandeira amarela, vigente em dezembro, e em relação à bandeira vermelha, ativa de agosto a novembro. Em comparação com dezembro, com a bandeira amarela, a economia será de R$ 1,88 por 100 kWh, e de R$ 6,50 em comparação a novembro, que estava com a bandeira vermelha patamar 1.
O Ministério de Minas e Energia destacou, em comunicado, que a bandeira verde reflete um contexto de segurança energética, no qual “não há urgência em ativar usinas termelétricas em alta capacidade”.
Compreensão das bandeiras tarifárias
Inaugurado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias demonstra os custos variáveis da produção de energia elétrica. Classificadas em categorias, as bandeiras indicam o valor atual da geração de energia utilizada em casas, estabelecimentos comerciais e indústrias no Sistema Interligado Nacional (SIN).
Bandeira verde
A bandeira verde representa boas condições na produção de energia. As usinas hidrelétricas estão trabalhando com reservatórios em níveis adequados, o que mantém a tarifa normal, sem acréscimos.
Custo extra na fatura: R$ 0,00 por kWh.
Bandeira amarela
Essa tonalidade indica que o custo da geração aumentou, porém sem alcançar um nível crítico. É um aviso de que é necessário recorrer a fontes mais dispendiosas, como usinas termelétricas, mas sem um impacto drástico.
Custo extra na fatura: R$ 1,88 para cada 100 kWh consumidos, resultando em um aumento de aproximadamente 3% na conta de luz.
Bandeira vermelha
Dividida em dois patamares, a bandeira vermelha indica que o sistema elétrico enfrenta uma situação crítica e os custos de energia dispararam.
Patamar 1: Custo adicional de R$ 6,50 para cada 100 kWh, gerando um aumento de até 8% no valor total da conta de luz.
Patamar 2: Custo adicional de R$ 7,87 para cada 100 kWh, o valor mais alto do sistema, utilizado em momentos de grande escassez, podendo acarretar em um acréscimo de até 13% na fatura.
Durante a crise hídrica entre 2021 e 2022, a bandeira de escassez hídrica chegou a ser implementada, aumentando ainda mais as tarifas.
*Artigo inicialmente veiculado na publicação IstoÉ Dinheiro, portal parceiro do Bora Investir
Fonte: Bora investir

