No mês de fevereiro, o volume de Contratos de Operações Estruturadas (COE) negociados na B3, a principal bolsa de valores do Brasil, atingiu a marca histórica de R$ 100,25 bilhões, com um total de 426.981 contratos. O volume registrado no final de fevereiro representa um aumento de 12% em relação ao mesmo período de 2025, quando o volume de COE era de R$ 89,1 bilhões, com 414.223 contratos.
O COE é um instrumento financeiro versátil que combina características tanto de Renda Fixa quanto de Renda Variável. A emissão desses contratos é realizada por instituições financeiras e registrada na B3, que é responsável também pelo depósito e compensação desses ativos.
A principal particularidade do COE está na capacidade de ser estruturado com base em diferentes cenários de ganhos e perdas, adaptando-se ao perfil de cada investidor, e servir como uma forma de exposição a uma variedade de ativos no mercado nacional e internacional. O COE é considerado a versão brasileira das Notas Estruturadas, um tipo de investimento amplamente utilizado na Europa e nos Estados Unidos.
Esse produto foi instituído pela Lei nº 12.249/10, a mesma que criou as Letras Financeiras, e foi regulamentado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), com supervisão do Banco Central, durante o segundo semestre de 2013. Em 2024, uma atualização na regulamentação do COE introduziu de forma menos restritiva a categoria de risco de crédito, atrelando o retorno à ocorrência ou não de eventos de crédito relacionados à entidade de referência.
Fonte: Bora investir

