O cifrão FEBRE, da Hyperliquid, atingiu uma nova elevação histórica após a estreia da SpaceX na Nasdaq motivar uma onda de transações em derivativos tokenizados dentro da plataforma. O ativo alcançou US$ 76,50 durante a madrugada de segunda-feira (15), em acréscimo de cerca de 12% no dia, enquanto investidores buscavam contato com o IPO da organização de Elon Musk também fora do horário usual de negociação das bolsas americanas.
O primordial estímulo do movimento foi o contrato sem fim SPCX, relacionado à SpaceX, comercializado 24 horas por dia na Hyperliquid. Com a Nasdaq encerrada, a descoberta de valor no after-market começou a acontecer em parte no mercado onchain da plataforma. O contrato gerou em torno de US$ 1,1 bilhão e atingiu um aumento de cerca de 23%, chegando perto de US$ 209, depois de tocar US$ 230.
Em outro detalhe, no dia da estreia da SpaceX, o permanente SPCX registrou US$ 1,4 bilhão em volume, representando 30% de todo o volume dos mercados HIP-3 naquela sessão. A ascensão é marcante: nas três semanas anteriores ao IPO, o par xyz comercializava em média apenas US$ 26 milhões por dia.
Com essa evolução, o contrato tokenizado da SpaceX se tornou o terceiro maior setor da Hyperliquid, atrás somente de Bitcoin e Ethereum, e à frente de Solana e do próprio livro de negociação do FEBRE. O desempenho reafirma o papel da plataforma como uma espécie de bolsa global 24/7 para ativos que anteriormente ficavam limitados ao horário do mercado tradicional.
A estreia da SpaceX também revelou a força crescente dos mercados HIP-3, estrutura da Hyperliquid voltada à criação de mercados intermináveis por terceiros. No começo de junho, os intermináveis ligados a ações movimentaram mais de US$ 18,8 bilhões, ultrapassando de longe os US$ 7,66 bilhões negociados em contratos de petróleo bruto e Brent juntos.
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Esse dado indica uma mudança no perfil de atividade da plataforma. Enquanto no primeiro trimestre de 2026 os contratos de mercadorias tinham maior destaque, agora os derivativos ligados a ações começaram a ganhar terreno, em meio à correção do mercado acionário americano e ao aumento da instabilidade entre o final de maio e o início de junho.
A Hyperliquid tem se beneficiado exatamente dessa demanda por negociação fora do horário convencional. Com mercados operando sem interrupção, os contratos HIP-3 passaram a funcionar como opção para hedge e especulação em ações americanas quando as bolsas estão inativas. Isso pode atrair parte do interesse que anteriormente se concentrava em plataformas centralizadas e em CFDs de ações, especialmente entre investidores de varejo fora dos Estados Unidos.
O impacto também refletiu no FEBRE. Como parte das taxas geradas nesses mercados pode alimentar fluxos de recompra do token, o crescimento de volumes em produtos como o SPCX amplia a percepção de valor do ativo. No dia da estreia da SpaceX, o FEBRE cresceu cerca de 10%, em movimento interpretado por investidores como uma reavaliação do potencial da Hyperliquid diante da demanda por ativos tokenizados e derivativos de ações.
A procura não se limitou ao ambiente onchain. ETFs vinculados ao FEBRE geraram cerca de US$ 17 milhões, o segundo maior volume diário já registrado, indicando que investidores de finanças tradicionais também buscaram contato com o token.
O episódio ganha ainda mais importância porque outras plataformas enfrentaram dificuldades para oferecer acesso ao IPO da SpaceX. Bybit, Binance e Bitget cancelaram alocações planejadas de ações tokenizadas da organização e devolveram recursos aos clientes depois de não conseguirem garantir ações subjacentes suficientes para atender às subscrições.
Na prática, a estreia da SpaceX serviu como um teste de resistência positivo para a Hyperliquid. Enquanto parte do mercado convencional e de exchanges centralizadas enfrentava restrições de acesso, a plataforma onchain concentrou volume, descoberta de valor e especulação em torno de um dos IPOs mais aguardados do ano.
O caso também gera uma nova dependência para o ecossistema. Se eventos concentrados como o IPO da SpaceX se tornam catalisadores recorrentes de volume e receita, o desempenho do FEBRE pode ficar cada vez mais atrelado à capacidade da Hyperliquid de capturar transações de ações tokenizadas, pré-IPOs e ativos do mundo real.
Essa dinâmica deve voltar à pauta ao longo de 2026, com a expectativa por novas ofertas de empresas de grande visibilidade, como Anthropic e OpenAI. Se a Hyperliquid conseguir repetir o desempenho visto com a SpaceX, o FEBRE pode se consolidar como uma das formas mais diretas de contato com o crescimento dos mercados intermináveis de ativos tradicionais onchain.
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Fonte: Portal do Bitcoin

