A Prévia Oficial da Inflação do país, conhecida como Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), registrou 0,89% em abril, em contraste com os 0,44% de março, impulsionada pelo aumento nos valores de alimentos e combustíveis, conforme divulgado pelo IBGE nesta terça-feira, 28. Em abril de 2025, a variação foi de 0,43%.
No acumulado dos últimos 12 meses, o índice IPCA-15 apresentou uma alta de 4,37%, superando os 3,90% registrados nos 12 meses anteriores, ultrapassando o alvo central estabelecido. Consulte os detalhes aqui.
A meta oficial de inflação, medida pelo IPCA, é de 3%, com uma margem de variação de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
O desfecho, entretanto, ficou aquém das expectativas. Pesquisadores consultados pela Reuters previam um aumento de 1% para o mesmo período.
A projeção atual do mercado para a taxa de inflação oficial do país é um aumento de 4,86% em 2026, de acordo com o mais recente boletim Focus do Banco Central.
Os motivos por trás do aumento
Os nove conjuntos de produtos e serviços analisados pelo IBGE apresentaram alta em abril.
O aumento mais significativo no IPCA-15 do mês (0,32 ponto percentual) foi atribuído ao aumento da gasolina (6,23%), após uma queda de 0,08% em março. No segmento de Transportes, também houve aumentos nos preços do óleo diesel (16%) e etanol (2,17%).
No setor de Habitação, a conta de energia elétrica residencial subiu 0,68% em abril, em comparação com os 0,29% de março.
Quanto aos alimentos, os maiores aumentos foram registrados na cenoura (25,43%), cebola (16,54%), leite longa vida (16,33%), tomate (13,76%) e carnes (1,14%). Em relação às quedas, destacam-se a maçã (-4,76%) e o café moído (-1,58%).
*Artigo inicialmente publicado na revista IstoÉ Dinheiro, parceira da B3 Bora Investir
Fonte: Bora investir

