A Bitmine Immersion Technologies está expandindo novamente sua tesouraria em Ethereum e agora detém 5,62 milhões de ETH, correspondendo a 4,66% de toda a oferta da segunda maior criptomoeda do mercado. A empresa comunicou hoje que acrescentou 76.881 ETH à sua reserva na última semana, mantendo o ritmo enérgico de compras mesmo após a queda recente do valor do ativo.
Levando em consideração o valor de US$ 1.718 por ETH utilizado pela empresa, a posição em Ethereum da Bitmine está avaliada aproximadamente em US$ 9,66 bilhões. Com isso, a organização estabelece-se como a maior detentora corporativa de Ethereum do mundo e a segunda maior reserva corporativa de criptoativos, ficando atrás apenas da Strategy, de Michael Saylor, que possui uma posição em Bitcoin estimada em cerca de US$ 54 bilhões.
A nova aquisição aproxima a Bitmine de sua meta declarada de controlar 5% da oferta total de Ethereum, denominada pela empresa como “alquimia dos 5%”. De acordo com a companhia, a reserva atual já representa 93% desse objetivo, levando em conta uma oferta de aproximadamente 120,7 milhões de ETH.
Tom Lee, líder da Bitmine e conhecido por suas análises positivas sobre o mercado cripto, afirmou que a empresa provavelmente alcançará a meta de 5% em algum momento de 2026. Ele acredita que a queda recente do Ethereum não reflete a melhoria dos fundamentos da rede.
“Isso não é inesperado, visto que acreditamos estar nos estágios iniciais da temporada cripto”, declarou Lee.
A afirmação indica que a Bitmine enxerga o momento atual como uma fase de acumulação, e não como um sinal de deterioração estrutural do Ethereum. Hoje, o ETH estava sendo negociado a US$ 1.765, representando um aumento de 5,87% nas últimas 24 horas, conforme dados do CoinGecko. No entanto, o ativo ainda está 64,3% abaixo de sua máxima histórica de US$ 4.946,05, registrada em agosto de 2025.
Além de adquirir ETH, a Bitmine também está utilizando parte significativa da posição para gerar renda por meio de staking. A empresa divulgou que 4,71 milhões de ETH, mais de 83% de sua reserva total, estão atualmente bloqueados em operações de validação da rede.
Conforme a empresa, essas operações estão gerando um rendimento de 2,79% em uma base de sete dias. A receita anual esperada com staking está em torno de US$ 219 milhões, podendo chegar a cerca de US$ 269 milhões quando a estrutura de validadores da empresa estiver operando em escala.
O staking é o mecanismo pelo qual investidores bloqueiam ETH para auxiliar na segurança e validação das transações na rede Ethereum. Em contrapartida, recebem recompensas pagas na própria criptomoeda. Para empresas com grandes reservas, como a Bitmine, essa estratégia transforma a posição em ETH em uma fonte contínua de receita, além da exposição à valorização do ativo.
A estratégia diferencia a Bitmine de empresas focadas em Bitcoin, como a Strategy. Enquanto o BTC normalmente é considerado uma reserva de valor sem rendimento intrínseco, o Ethereum possibilita que grandes detentores obtenham retorno adicional por meio do staking. Essa distinção tem sido utilizada por empresas simpáticas ao ETH para defender a ideia de que o ativo pode operar não apenas como reserva estratégica, mas também como uma infraestrutura produtiva.
Além do Ethereum, a Bitmine alega possuir 204 bitcoins, uma participação de US$ 180 milhões na Beast Industries, uma fatia de US$ 88 milhões na Eightco Holdings e US$ 502 milhões em caixa e títulos negociáveis.
A nova aquisição reafirma a tendência de empresas listadas adotarem criptoativos como parte integrante de suas tesourarias. No caso da Bitmine, no entanto, a magnitude da posição em Ethereum coloca a empresa em uma categoria exclusiva: ela já não é apenas uma empresa com exposição a cripto, mas uma das principais detentoras institucionais de ETH no mundo.
Para Tom Lee, a aposta é que o mercado esteja apenas no início de uma nova fase positiva. Para os investidores, a incógnita será saber se a “temporada cripto” defendida pelo executivo surgirá antes de a volatilidade do Ethereum desafiar novamente a convicção das empresas que optaram por transformar suas tesourarias em grandes posições onchain.
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Fonte: Portal do Bitcoin

