O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) comunicou mais uma redução de 0,25 ponto percentual na Taxa Selic, que agora está em 14,50% ao ano. Com os juros ainda em níveis elevados, a situação é favorável para quem deseja investir em aplicações de renda fixa, que proporcionarão retornos atrativos.
Mirio Schumacher Junior, diretor de Operações do Sistema Ailos, esclarece que o panorama para investimentos em renda fixa continua bastante promissor, mesmo com a previsão de cortes ao longo do ano.
“Apesar do início da fase de cortes, as taxas de juros continuam em posição elevada, gerando oportunidades interessantes tanto para novos investimentos quanto para a manutenção das posições atuais, com potencial de alcançar retornos reais significativos ao longo do período”, declarou Shumacher
Confira o que rende R$ 1.000 em 12 meses

Rendimento líquido em 12 meses
| Tipo de Investimento | Rendimento Líquido (Ganho) |
| Letra de Crédito Imobiliário (LCI) Incentivada | R$ 144,00 |
| Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) | R$ 129,60 |
| Título Público atrelado à Taxa Selic | R$ 119,63 |
| Certificado de Depósito Bancário (CDB) / Letra de Câmbio (LC) / Recibo de Depósito Bancário (RDB) / Recibo de Depósito Cooperativo (RDC) | R$ 118,80 |
| Poupança | R$ 81,00 |
Poupança apresenta menor rentabilidade na renda fixa
Conforme ilustra a tabela, levando em consideração a inflação e o imposto de renda (IR) sobre cada investimento, destacam-se a LCI e LCA, que possuem isenção fiscal, e a Letra de Crédito incentivada. Também isenta, a poupança resultaria em um rendimento de R$ 81 para R$ 1.000 investidos. Já com CDBs, LCI e LCA, é viável superar os R$ 115.
Dessa forma, apesar de ser a opção mais popular entre os cidadãos brasileiros de acordo com informações da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), a poupança oferece o menor resultado dentre as análises de investimentos realizadas.
O retorno real da poupança (ou seja, após descontar a inflação de 4,10% prevista pelo Boletim Focus) fica em somente 3,84%. Esse valor é significativamente inferior aos 7,55% do Título Público atrelado à Taxa Selic, por exemplo, uma alternativa que garante a mesma segurança ou até superior à caderneta.
*Publicação original disponível em IstoÉ Dinheiro, parceiro de B3 Bora Investir
Fonte: Bora investir

