Com a quebra do Bitcoin abaixo de US$ 60.000 na semana anterior, a primeira vez desde 2024, pode ter se aproximado de descobrir o fundo do mercado em baixa — porém, não existe demanda suficiente para manter o aumento do valor, de acordo com um novo relatório da companhia de análise CryptoQuant.
Conforme a organização, um dos sinais mais vitais para o Bitcoin é o seu valor efetivo, ou seja, o gasto médio de compra para todos os participantes do mercado. Atualmente, a CryptoQuant calcula esse sinal em cerca de US$ 53.600, aproximadamente 13% menos que o valor de negociação atual do BTC, em cerca de US$ 61.680.
“Historicamente, o Bitcoin atingiu o fundo no valor efetivo ou ligeiramente abaixo dele em cada grande ciclo de baixa”, redigiram os analistas. “Em novembro de 2022, o fundo estimulado pela FTX ultrapassou brevemente o valor efetivo antes de uma recuperação estrutural.”
Apesar de o Bitcoin ter se recuperado desde que despencou abaixo do patamar de US$ 60.000, a empresa não acredita que exista demanda suficiente para provocar uma recuperação aguda de valor a curto prazo.
“Um fundo confirmado de mercado em baixa ou uma inversão de alta ainda podem demorar para se desenvolver”, destaca o relatório, “pois os dados on-chain e de derivativos continuam a evidenciar uma contração acelerada tanto na demanda especulativa quanto na demanda à vista aparente”.
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Informações coletadas pela companhia, que unem liquidações de posições compradas e contrações na demanda à vista de Bitcoin, indicaram recentemente “a demolir de demanda mais rigorosa em uma única semana desde janeiro de 2022”.
“Existe estruturalmente menos compradores de Bitcoin hoje em dia do que há um ano atrás — eliminando a base de demanda necessária para sustentar qualquer recuperação de valor”, escreveu.
A companhia mencionou as saídas expressivas de ETFs, que considera uma “mudança clara”, como um destaque da retirada de demanda. As saídas e a transferência de capital para fora do BTC foram validadas pelo entusiasta do Bitcoin e cofundador e líder da Strategy, Michael Saylor, que na semana passada descreveu o movimento como “transferência de capital, não uma deterioração do Bitcoin”. Os ETFs de Bitcoin à vista registraram apenas um dia de entradas desde 14 de maio, resultando em retiradas totais de mais de US$ 4,8 bilhões nesse período, de acordo com dados da Farside Investors.
Ainda assim, os detentores de Bitcoin ainda não alcançaram níveis de desistência, de acordo com a CryptoQuant, que observou que as perdas efetivadas precisarão se acelerar para “eliminar o excesso de oferta necessário para sustentar uma recuperação de valor duradoura”.
O Bitcoin declinou 6,6% na última semana e agora está 51% abaixo de sua máxima histórica de US$ 126.080.
* Traduzido e editado com permissão do Decrypt.
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Fonte: Portal do Bitcoin

