Os mercados internacionais estão à espera da divulgação do IPC de maio nos Estados Unidos, um indicador que avalia a inflação ao nível dos consumidores na nação. Especialistas preveem um aumento anual de 4,2%, impulsionado principalmente pelos preços da energia. Uma performance superior à prevista tem potencial para fortalecer a visão de que o Federal Reserve (Fed, a entidade monetária americana) vai manter as taxas de juros mais elevadas, algo que pode exercer pressão sobre os valores das ações, especialmente dos negócios tecnológicos.
A par disso, as tensões geopolíticas se agravaram após confrontos militares entre os EUA e o Irã, incluindo a queda de um helicóptero dos EUA e ataques aos sistemas defensivos próximos ao Estreito de Ormuz no Irã. Esta situação aumenta a cautela global e representa um risco para o trânsito de petróleo naquela área. Declarações enérgicas de Donald Trump intensificaram a incerteza e impulsionaram o preço do petróleo, com o preço do Brent alcançando cerca de US$ 93 por barril.
No Brasil, o mercado está focado especialmente no IPC dos EUA, o qual pode afetar as perspetivas para a Selic, aumentando a probabilidade de encerramento do ciclo de cortes antes do previsto. Outro aspecto relevante é a pesquisa Genial/Quaest, que revelou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém a liderança nas intenções de voto no segundo turno, em um cenário frente a Flávio Bolsonaro (PL).
Relembrando o encerramento do dia anterior
Depois de três sessões em queda, o Ibovespa B3 retomou a trajetória de alta na terça-feira (9). O principal indicador do mercado de ações brasileiro apresentou um ganho de 0,68%, alcançando os 169.813,15 pontos, num ambiente mais favorável para ativos de maior risco.
Fonte: Bora investir

